sexta-feira, junho 26
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Economia

145,3 milhões de clientes fazem do celular o canal principal do banco, aponta Febraban

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Febraban considera usuários intensivos quem faz mais de 80% das operações pelo celular.
  • Levantamento foi elaborado com parceria técnica da Deloitte e usa dados de 2025.
  • Material divulgado não esclarece se clientes com contas em vários bancos foram descontados.
  • Pesquisa mede o uso de tecnologia no setor bancário e não equivale a número de pessoas.

Os bancos brasileiros registram 145,3 milhões de clientes ativos em aplicativos de celular, e 76% desse público já concentra mais de 80% das transações financeiras e não financeiras no smartphone. Os dados são da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, divulgada nesta sexta-feira (26) em parceria com a consultoria Deloitte, com referência ao ano-base de 2025.

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O levantamento classifica esses usuários como “heavy users” — clientes que realizam a quase totalidade das operações pelo app, incluindo pagamentos, transferências, consultas, contratação de produtos e movimentações de investimento. O número evidencia a velocidade da migração digital no setor bancário brasileiro e consolida o celular como principal ponto de contato entre instituições e correntistas.

R$ 50,4 bilhões em tecnologia

Para sustentar e ampliar essa base digital, os bancos devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8% em relação ao ano anterior. A cibersegurança aparece como prioridade absoluta: 100% das instituições atribuem a ela nível alto ou médio de relevância no orçamento. Cloud computing e inteligência artificial generativa também são protagonistas, com 84% das instituições direcionando recursos para essas áreas.

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“A cibersegurança permanece como agenda central para as instituições, ao lado de temas estratégicos como Cloud e IA Generativa”, afirmou Ivo Mósca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban, em comunicado à imprensa sobre os números.

Dependência digital traz conveniência e riscos

Para o consumidor, a consequência prática é direta: o aplicativo deixa de ser apenas um canal de conveniência e passa a funcionar como ponto central de acesso ao banco. Isso aumenta a dependência de senha, autenticação biométrica, conexão à internet e aparelho compatível. Quando há bloqueio, contestação ou dificuldade operacional, o atendimento remoto ganha peso — e a agência física perde relevância no dia a dia.

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A digitalização avança no mesmo ano-base em que o setor bancário registrou lucro de R$ 255 bilhões, conforme o PIRANOT mostrou em reportagem sobre os resultados dos bancos em 2025. Os dados revelam, ao mesmo tempo, um setor rentável e uma base de atendimento cada vez mais concentrada no celular — o que reduz custos operacionais das instituições, mas ainda não se traduziu em redução de tarifas ou melhora de remuneração para o cliente, segundo a pesquisa.

O que muda para quem ainda depende da agência

Idosos, pessoas sem internet estável, clientes com aparelhos antigos e consumidores de baixa familiaridade digital tendem a depender do atendimento presencial para resolver problemas bancários. A pesquisa não detalha a relação entre o avanço do app e o fechamento de agências físicas, nem traz dados associados a fraudes ou reclamações ligados ao aumento do uso de aplicativos.

O estudo, realizado anualmente desde 2010, mede o uso de tecnologia pelos bancos e deve ter o relatório completo divulgado nos próximos dias, com metodologia detalhada, amostra por tipo de instituição e comparação anual. Até lá, o retrato é claro: o celular já é o banco para a maioria dos brasileiros, e as instituições preparam R$ 50,4 bilhões para garantir que essa migração continue segura.


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