sexta-feira, junho 26
MERCADO
IBOVESPA 173.821 pts▲ 1,94%DOW JONES 51.912 pts▲ 0,12%NASDAQ 25.367 pts▼ 0,43%S&P 500 7.365 pts▲ 0,09%DÓLAR R$ 5,19▼ 0,30%EURO R$ 5,91▼ 0,06%BITCOIN R$ 310.653▲ 0,57%ETHEREUM R$ 8.190▲ 0,45%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
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Economia

Ibovespa recua com Petrobras e Vale; dólar sobe ao maior nível desde março

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Dólar subiu a R$ 5,202 e atingiu o maior nível desde março.
  • Vale ON caiu 2,08% e pesou no índice em dia fraco para commodities.
  • Petrobras recuou após a estatal indicar necessidade de importar diesel em julho.
  • Ata do Copom manteve investidores atentos a juros, inflação e volatilidade.
  • S&P 500 caiu 0,10% em sessão defensiva também no exterior.

O Ibovespa interrompeu três sessões consecutivas de alta e fechou em queda de 0,44%, a 170.506 pontos, nesta sexta-feira (26), pressionado pelo recuo de Petrobras e Vale e por um cenário externo de aversão ao risco. O dólar subiu e atingiu o maior nível desde março, encarecendo a leitura do mercado sobre inflação e juros.

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O movimento reverte parte da recuperação recente da bolsa. Na véspera, o índice havia chegado aos 172 mil pontos, impulsionado por dados de inflação mais fracos que reforçaram apostas em corte da taxa Selic. Nesta sexta, porém, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e a fraqueza das commodities reverteram o otimismo.

Petrobras e Vale concentram as perdas

As ações da Petrobras ficaram entre os maiores pesos negativos do índice, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a companhia precisará importar diesel em julho — a primeira compra externa do combustível em três meses. A informação entrou no radar dos investidores por sinalizar pressão sobre margens e política comercial da empresa.

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A Vale também recuou forte, penalizada pela pressão sobre papéis ligados a commodities. A mineradora tem peso elevado na carteira teórica do Ibovespa, e sua queda amplificou o movimento negativo do índice. A combinação de petróleo em baixa e minério sob pressão retirou sustentação de dois dos principais pilares da bolsa brasileira.

Ata do Copom mantém incerteza sobre juros

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira a ata do Copom, que indicou comunicação mais alinhada às expectativas do mercado, mas preservou alertas sobre volatilidade. Os investidores seguem divididos entre a possibilidade de um novo corte da Selic na próxima reunião e uma pausa no ciclo de flexibilização monetária.

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Quando o BC sinaliza que juros podem permanecer altos por mais tempo, ações enfrentam competição maior de aplicações conservadoras. O efeito é mais forte em empresas sensíveis a crédito e consumo, mas pesa no índice como um todo quando o mercado reduz exposição a risco.

Aversão global ao risco domina o dia

O cenário externo ampliou o tom defensivo. O S&P 500 recuou 0,63% nos Estados Unidos, e o índice Stoxx 600 caiu 1,23% na Europa, refletindo aversão global ao risco. A combinação de bolsas em baixa no exterior e commodities pressionadas reduziu o apetite por ativos brasileiros.

O dólar, que alcançou o maior nível desde março, tem efeito direto sobre empresas com custos em moeda estrangeira e sobre expectativas de inflação. Um câmbio mais alto pode elevar receitas de exportadoras, mas encarece importações e dificulta o trabalho do Banco Central se houver pressão sobre preços.

Os próximos marcos para o mercado são os preços internacionais de petróleo e minério de ferro, o fluxo de capital estrangeiro na B3 e os sinais do Banco Central sobre o próximo passo da política monetária. A sessão desta sexta combinou três vetores — commodities em baixa, dólar mais forte e cautela com juros — e mostrou que a recuperação recente da bolsa ainda não tem sustentação sólida.


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