O índice pan-europeu Stoxx 600 renovou seu recorde de fechamento nesta quinta-feira (25), impulsionado por fortes ganhos no setor de tecnologia no continente. O índice encerrou em alta de 0,79%, aos 640,18 pontos, após os resultados trimestrais da fabricante de semicondutores Micron animarem investidores dos dois lados do Atlântico.
As principais bolsas europeias acompanharam o movimento. O DAX, de Frankfurt, ganhou 1,03%, aos 24.994,83 pontos. O CAC 40, de Paris, avançou 0,55%, aos 8.431,61 pontos. O FTSE 100, de Londres, subiu 0,65%, aos 10.529,89 pontos.
O movimento europeu vai na contramão de Wall Street, onde as chamadas “Sete Magníficas” — as gigantes de tecnologia que lideraram o mercado nos últimos anos — têm desempenho fraco. Nos Estados Unidos, a preferência dos investidores migrou para companhias de ativos reais e com menor ligação à tese de inteligência artificial, como indústrias, saúde e o setor financeiro.
Terceiro recorde do Stoxx 600 em junho
O fechamento desta quinta-feira consolida uma sequência de recordes ao longo de junho. No dia 15, o Stoxx 600 havia avançado 0,65%, aos 637,32 pontos, superando a máxima anterior de 27 de fevereiro, após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo de paz provisório que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz — medida que derrubou os preços do petróleo e aliviou temores inflacionários.
Na semana seguinte, em 22 de junho, o índice voltou a renovar a máxima, encerrando em alta de 0,66%, aos 639,81 pontos, com o mercado digerindo o fim do mandato de Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido e a queda nos preços do petróleo. Naquela sessão, apenas a bolsa de Paris recuou, pressionada pelo desempenho ruim do setor de luxo.
Micron e o efeito-contágio sobre a tecnologia europeia
O forte resultado trimestral da Micron impulsionou nomes do setor de tecnologia tanto nos Estados Unidos quanto nos mercados europeus. A onda de otimismo com semicondutores contrasta com a recente desaceleração das Big Techs americanas e sugere que o apetite por risco permanece intacto na Europa — ainda que o motor de cada sessão mude: petróleo e geopolítica em meados de junho, tecnologia e lucros corporativos no fechamento do mês.
Para investidores com exposição à Europa, a sequência de recordes reforça um ambiente de fluxos positivos para ativos do continente. O próximo teste para o mercado será a leitura dos indicadores econômicos da zona do euro e a trajetória dos juros do Banco Central Europeu, que mantém a taxa em 2,25% sob pressão dos preços do petróleo.










