quinta-feira, junho 25
MERCADO
IBOVESPA 172.410 pts▲ 0,67%DOW JONES 51.989 pts▲ 0,62%NASDAQ 25.418 pts▼ 0,66%S&P 500 7.370 pts▲ 0,06%DÓLAR R$ 5,20▼ 0,14%EURO R$ 5,92▼ 0,06%BITCOIN R$ 308.682▼ 0,34%ETHEREUM R$ 8.115▼ 0,98%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Governo estuda zerar IR sobre leasing de aviões até 2030 para evitar alta de passagens

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Fazenda e Ministério de Portos e Aeroportos analisam a redução do IRRF de leasing de aeronaves.
  • Cronograma previsto prevê 3% em 2027, 2% em 2028, 1% em 2029 e 0% em 2030.
  • Sem revisão, a tributação subiria para 15% a partir de 1º de janeiro de 2027, conforme a Fazenda.
  • Não há estudo público de renúncia fiscal, nem regra clara de compensação e nem texto final entregue ao Congresso.
  • Medida é defendida para aliviar o caixa das operadoras, pressionadas por alta de combustível e câmbio volátil.

O governo Lula estrutura uma medida para zerar, até 2030, a alíquota do Imposto de Renda cobrada sobre os contratos de leasing de aeronaves — o equivalente ao aluguel de aviões usado por praticamente toda a aviação comercial brasileira. O objetivo é aliviar o caixa de companhias como Azul, Gol e Latam e evitar que o custo extra seja repassado ao preço das passagens.

Publicidade

A proposta está sendo desenhada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a equipe econômica do Ministério da Fazenda e precisará do aval do Congresso Nacional. Hoje, as companhias aéreas recolhem 3% de Imposto de Renda sobre os pagamentos a empresas estrangeiras pelo arrendamento das aeronaves. Sem uma intervenção do governo nos próximos meses, essa alíquota voltará ao patamar original de 15% a partir de 1º de janeiro de 2027.

Redução gradual: do 3% ao zero

O cronograma em estudo prevê uma transição suave. A alíquota seria mantida em 3% em 2027, cairia para 2% em 2028, recuaria para 1% em 2029 e chegaria a 0% em 2030. O salto direto de 3% para 15% — o que ocorreria sem a medida — é o que motiva a urgência da equipe econômica em desenhar uma fase de transição antes do fim do ano.

Publicidade

Setor ainda sente o peso da pandemia

A iniciativa responde a um cenário de pressão persistente sobre as aéreas. Após a pandemia de Covid-19, o setor enfrentou uma recuperação difícil, com volatilidade no preço do combustível de aviação e na cotação do dólar — moeda em que são pagos os contratos de leasing internacionais. O aumento dos custos operacionais elevou a pressão sobre o fluxo de caixa das operadoras brasileiras.

Reduzir o IR sobre o leasing diminui o custo de arrendamento e pode aliviar o caixa das empresas. O repasse desse alívio ao preço do bilhete de passageiro, porém, depende de decisão comercial de cada companhia e não está amarrado por nenhuma regra de preço.

Publicidade

Tramitação no Congresso

A medida ainda não tem minuta publicada nem estimativa oficial de renúncia fiscal. A equipe da Fazenda precisa consolidar a base legal, os impactos orçamentários e a justificativa econômica antes de enviar o texto ao Legislativo. Uma vez no Congresso, a proposta pode ser aprovada, alterada por emendas ou rejeitada, conforme a negociação política.

Até lá, o setor segue operando com a alíquota atual de 3%, vigente enquanto não houver decisão em sentido contrário. O prazo para evitar o retorno aos 15% em 2027 corre contra o calendário legislativo.


Publicidade