quinta-feira, junho 25
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Economia

IBM anuncia primeiro chip do mundo abaixo de 1 nanômetro e dobra capacidade para IA

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Em 25/6/2026, a IBM mostrou um chip de 0,7 nm direcionado a cargas de inteligência artificial.
  • O novo componente soma quase 100 bilhões de transistores e densidade de integração em torno de 2 vezes maior.
  • A companhia reportou ganho de 50% em desempenho para tarefas de IA usando o nó sub-1nm.
  • IBM não divulgou custo por wafer, data de produção em massa, localização fabril nem preços de acesso para parceiros.
  • O efeito no Brasil é indireto agora, pois a oferta interna de dispositivos não deve mudar de imediato.

A IBM anunciou nesta quinta-feira (25) o primeiro chip do mundo com tecnologia abaixo de 1 nanômetro. O componente de 0,7 nm concentra quase 100 bilhões de transistores — o dobro da densidade da geração anterior, de 2 nm — e promete ganho de 50% no desempenho de tarefas de inteligência artificial.

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O avanço representa um salto na própria trajetória da companhia, que em 2021 já havia apresentado o primeiro chip de 2 nm do setor. A redução para 0,7 nm significa que mais transistores cabem na mesma área de silício, aumentando a capacidade de processamento sem expandir o tamanho físico do componente.

A corrida por nós de fabricação cada vez menores envolve TSMC, Samsung e Intel, mas nenhuma dessas empresas confirmou produção em massa de chips abaixo de 1 nm até o momento. A IBM, que não possui fábricas próprias em larga escala, costuma licenciar suas tecnologias para parceiros — modelo que deve se repetir neste caso, embora a empresa não tenha detalhado acordos comerciais.

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O que muda para inteligência artificial

Com maior densidade de transistores, o chip consegue processar modelos de inteligência artificial com menos consumo de energia por operação — fator que afeta diretamente o custo dos data centers que sustentam plataformas de IA e serviços de nuvem. A IBM destacou o ganho de 50% em desempenho para cargas de IA como métrica central do novo nó.

Para o mercado, porém, o efeito prático depende de quando a tecnologia sair do laboratório. A IBM não divulgou custo de produção, local de fabricação nem cronograma de disponibilidade comercial. Sem esses dados, provedores de nuvem não conseguem planejar a adoção do componente em suas infraestruturas.

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Do protótipo à produção em escala

Transformar um avanço de laboratório em fornecimento regular exige validação de confiabilidade, definição de capacidade industrial e contratos de fornecimento. A IBM ainda precisa esclarecer se licenciará a tecnologia para fabricantes como TSMC ou Samsung, ou se estabelecerá parcerias específicas para produção.

O anúncio reposiciona a IBM na vanguarda da pesquisa em semicondutores e demonstra que o limite de 1 nanômetro, considerado barreira técnica até recentemente, pode ser ultrapassado. A próxima pergunta do setor é quando essa tecnologia chegará às linhas de produção — e a que custo.


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