O BNDES aprovou financiamento de R$ 98,3 milhões para a Primo Tedesco modernizar e digitalizar a fábrica instalada em Caçador, no oeste de Santa Catarina. A operação, divulgada nesta quarta-feira (24), destina recursos à atualização tecnológica da unidade, com foco em internet das coisas — rede de sensores e sistemas conectados que prometem automatizar a linha de produção e elevar a eficiência operacional.
Empresa tradicional do setor de papel e embalagens, a Primo Tedesco opera em Caçador há décadas e ostenta o título de maior produtora mundial de sacos de cimento, certificado obtido em 2018. O reconhecimento dimensiona o porte do projeto agora financiado pelo banco de fomento: a unidade catarinense abastece o mercado nacional e internacional de embalagens industriais, segmento em que a digitalização pode representar ganhos expressivos de produtividade e controle de qualidade.
O investimento chega em momento de expansão dos desembolsos do BNDES para a indústria. Na mesma semana, o banco aprovou R$ 618 milhões para a construção de uma usina de etanol de cereais da Aroeira em Minas Gerais, sinalizando ritmo mais acelerado de apoio a projetos de porte. Para a Primo Tedesco, o crédito viabiliza a transição de uma planta industrial convencional para uma operação conectada, na qual sensores monitoram variáveis como temperatura, consumo de energia e desempenho de máquinas em tempo real.
Com o financiamento aprovado, a empresa passa a contar com R$ 98,3 milhões em crédito para executar a transformação tecnológica da unidade. O próximo passo é a formalização do contrato e a definição do cronograma de liberação dos recursos, etapa necessária para o início efetivo das obras de modernização.










