quarta-feira, junho 24
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Polícia

Justiça condena Nego Di e esposa por rifas fraudulentas; ex-BBB pega 14 anos em regime fechado

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador Nego Di e a esposa, Gabriela Vicente de Sousa, por estelionato, lavagem de dinheiro e promoção de rifas eletrônicas fraudulentas.
  • A sentença, divulgada nesta terça-feira (23), impôs 14 anos e 6 meses de reclusão a Dilson Alves da Silva Neto e 8 anos e 4 meses a Gabriela, ambos em regime fechado.
  • O Ministério Público do Rio Grande do Sul apurou prejuízo estimado em mais de R$ 185 mil e cerca de 9 mil vítimas, que pagaram pelos bilhetes mas nunca receberam os bens sorteados.
  • Conforme a decisão, o casal usou as redes sociais de Nego Di — que ficou conhecido no BBB21 — para atrair milhares de seguidores com rifas entre novembro de 2022 e maio de 2024.
  • A investigação revelou que parte do dinheiro ilícito serviu para comprar um Porsche Macan avaliado em aproximadamente R$ 500 mil.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador Nego Di e a esposa, Gabriela Vicente de Sousa, por estelionato, lavagem de dinheiro e promoção de rifas eletrônicas fraudulentas. A sentença, proferida nesta terça-feira (23), impôs 14 anos e 6 meses de reclusão a Dilson Alves da Silva Neto e 8 anos e 4 meses a Gabriela, ambos em regime fechado.

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O casal explorou as redes sociais de Nego Di — que ficou famoso no BBB21, onde registrou a maior rejeição da história do programa — para atrair milhares de seguidores com rifas entre novembro de 2022 e maio de 2024. O Ministério Público do Rio Grande do Sul apurou prejuízo superior a R$ 185 mil e cerca de 9 mil vítimas que pagaram pelos bilhetes e nunca receberam os prêmios prometidos.

A investigação identificou que parte do dinheiro ilícito financiou a compra de um Porsche Macan avaliado em aproximadamente R$ 500 mil. O valor total movimentado em lavagem de dinheiro ultrapassou R$ 2,4 milhões — num esquema que prometia carros, eletrônicos e dinheiro em espécie, mas não realizava os sorteios nem entregava os itens.

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Como o esquema funcionava: rifas prometidas que nunca se realizavam

Nego Di promovia as rifas em perfis com milhões de seguidores, usando sua imagem de celebridade para gerar confiança. Os ganhadores raramente eram divulgados, e não havia comprovação de entrega dos prêmios. O próprio Porsche Macan se tornou símbolo do golpe: após a arrecadação com os bilhetes, o carro foi usado pelo casal — e não por um ganhador.

Esse modelo de rifa digital é ilegal porque se equipara a jogo de azar sem autorização do poder público. A sentença reconheceu a prática como estelionato contra os consumidores, com lavagem do dinheiro obtido nas ilegalidades.

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Preso em 2024 e solto em novembro, Nego Di agora enfrenta nova investigação

Nego Di foi preso em julho de 2024, durante a operação que desarticulou o esquema, e obteve liberdade provisória em novembro daquele ano. Em junho deste ano, o Ministério Público apura possível descumprimento das medidas cautelares após a circulação de um vídeo em que o influenciador aparece praticando fisiculturismo — conduta que pode ser incompatível com as restrições judiciais impostas.

Defesa pode recorrer; prisão imediata ainda não foi determinada

A defesa do casal não se pronunciou sobre a condenação. A decisão é de primeira instância, o que abre caminho para recurso. A Justiça ainda não determinou o início imediato do cumprimento da pena — a ordem pode vir a qualquer momento ou aguardar o julgamento das apelações. Também não foram fixados valores de indenização às vítimas.

O caso se soma a outras condenações recentes de influenciadores que usaram a fama para aplicar golpes financeiros, como a empresária Deolane Bezerra, cuja prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça em junho (leia mais).


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