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Economia

Anvisa renova IA que barrou US$ 30 milhões em produtos irregulares

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Projeto Epinet funcionou entre 2021 e 2024 em cooperação com o Pnud.
  • Anvisa estima retirada média de US$ 833 mil mensais em itens irregulares.
  • Contrato foi renovado por US$ 50 mil por mês para manter a operação.
  • Agência não detalhou categorias de produtos nem volume de sites monitorados.

A Anvisa renovou o uso de uma ferramenta de inteligência artificial que, segundo a agência, evitou a circulação de US$ 30 milhões em produtos irregulares no Brasil entre 2021 e 2024. O sistema, chamado Epinet, foi desenvolvido em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e passou por uma fase piloto antes de ser mantido em operação.

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O resultado informado pela agência equivale a uma média estimada de US$ 833 mil por mês em produtos barrados ou retirados do mercado irregular. A cifra dá dimensão econômica a uma frente de fiscalização que mira também risco sanitário: itens vendidos sem regularização podem expor consumidores a produtos sem controle de origem, qualidade ou autorização.

A continuidade do Epinet custará US$ 50 mil por mês. O valor cobre a manutenção do monitoramento digital e da cooperação técnica, numa tentativa de ampliar a capacidade de vigilância da Anvisa em um mercado que se deslocou rapidamente para sites, plataformas e canais de venda on-line.

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IA amplia alcance da fiscalização sanitária

O principal ganho do sistema é escala. A fiscalização tradicional depende de equipes, denúncias e operações direcionadas; a inteligência artificial permite rastrear sinais de irregularidade em ambiente digital e indicar onde a ação humana deve se concentrar. Na prática, a tecnologia funciona como uma camada de triagem para acelerar a identificação de ofertas suspeitas.

O Epinet começou a operar em 2021 como projeto piloto. Ao longo de três anos, a ferramenta foi usada para monitorar a presença de produtos irregulares no mercado brasileiro e apoiar decisões de fiscalização. A Anvisa não detalhou quais categorias concentraram mais ocorrências nem o volume de anúncios, páginas ou vendedores analisados.

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A renovação do contrato indica que a agência decidiu transformar o piloto em uma frente permanente de monitoramento. Para o consumidor, o impacto prático está menos na tecnologia em si e mais no resultado esperado: reduzir a presença de produtos sem regularização em canais digitais antes que eles cheguem ao comprador.

Contrato mantém monitoramento por US$ 50 mil mensais

Com o encerramento do piloto em 2024, a Anvisa manteve a parceria para dar continuidade ao rastreamento. O custo mensal de US$ 50 mil coloca a ferramenta dentro de uma política de fiscalização mais tecnológica, em que sistemas automatizados ajudam a lidar com o volume de ofertas irregulares que circula na internet.

A etapa em vigor mantém o Epinet ativo e preserva o monitoramento digital de produtos sujeitos à vigilância sanitária. O próximo efeito concreto esperado é a continuidade das ações contra ofertas irregulares, agora com uma estrutura contratada para operar além da fase experimental.