A Anvisa renovou o uso de uma ferramenta de inteligência artificial que, segundo a agência, evitou a circulação de US$ 30 milhões em produtos irregulares no Brasil entre 2021 e 2024. O sistema, chamado Epinet, foi desenvolvido em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e passou por uma fase piloto antes de ser mantido em operação.
O resultado informado pela agência equivale a uma média estimada de US$ 833 mil por mês em produtos barrados ou retirados do mercado irregular. A cifra dá dimensão econômica a uma frente de fiscalização que mira também risco sanitário: itens vendidos sem regularização podem expor consumidores a produtos sem controle de origem, qualidade ou autorização.
A continuidade do Epinet custará US$ 50 mil por mês. O valor cobre a manutenção do monitoramento digital e da cooperação técnica, numa tentativa de ampliar a capacidade de vigilância da Anvisa em um mercado que se deslocou rapidamente para sites, plataformas e canais de venda on-line.
IA amplia alcance da fiscalização sanitária
O principal ganho do sistema é escala. A fiscalização tradicional depende de equipes, denúncias e operações direcionadas; a inteligência artificial permite rastrear sinais de irregularidade em ambiente digital e indicar onde a ação humana deve se concentrar. Na prática, a tecnologia funciona como uma camada de triagem para acelerar a identificação de ofertas suspeitas.
O Epinet começou a operar em 2021 como projeto piloto. Ao longo de três anos, a ferramenta foi usada para monitorar a presença de produtos irregulares no mercado brasileiro e apoiar decisões de fiscalização. A Anvisa não detalhou quais categorias concentraram mais ocorrências nem o volume de anúncios, páginas ou vendedores analisados.
A renovação do contrato indica que a agência decidiu transformar o piloto em uma frente permanente de monitoramento. Para o consumidor, o impacto prático está menos na tecnologia em si e mais no resultado esperado: reduzir a presença de produtos sem regularização em canais digitais antes que eles cheguem ao comprador.
Contrato mantém monitoramento por US$ 50 mil mensais
Com o encerramento do piloto em 2024, a Anvisa manteve a parceria para dar continuidade ao rastreamento. O custo mensal de US$ 50 mil coloca a ferramenta dentro de uma política de fiscalização mais tecnológica, em que sistemas automatizados ajudam a lidar com o volume de ofertas irregulares que circula na internet.
A etapa em vigor mantém o Epinet ativo e preserva o monitoramento digital de produtos sujeitos à vigilância sanitária. O próximo efeito concreto esperado é a continuidade das ações contra ofertas irregulares, agora com uma estrutura contratada para operar além da fase experimental.










