segunda-feira, junho 15
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Copa do Mundo 2026

Imprensa francesa protesta em coletiva da Copa por repórter preso na Argélia

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O protesto foi realizado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na véspera do jogo contra Senegal
  • O jornalista está detido desde maio de 2024 na prisão de Koléa, a oeste de Argel
  • A Fifa emitiu credencial simbólica para Gleizes em gesto de apoio à sua libertação
  • Repórteres Sem Fronteiras coordena campanha internacional pela soltura do profissional

Jornalistas franceses transformaram a entrevista coletiva de Didier Deschamps em um ato pela libertação de Christophe Gleizes, repórter da revista So Foot preso na Argélia desde maio de 2024. O protesto ocorreu nesta segunda-feira (15), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na véspera da estreia da França contra Senegal na Copa do Mundo de 2026.

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Antes da chegada do técnico da seleção francesa, profissionais de imprensa ergueram um cachecol com a frase “Liberdade a Christophe Gleizes”. O gesto levou para dentro de uma das principais vitrines do futebol mundial um caso que mobiliza entidades de defesa da liberdade de imprensa e amplia a pressão internacional sobre as autoridades argelinas.

Gleizes foi condenado a sete anos de prisão por acusações de apologia ao terrorismo. Ele permanece detido na prisão de Koléa, a oeste de Argel. A defesa do jornalista e organizações de imprensa contestam a punição e tratam o caso como uma resposta desproporcional ao trabalho jornalístico.

Credencial simbólica da Fifa amplia pressão

A mobilização ganhou novo alcance durante a Copa. Em 10 de junho, a Fifa emitiu uma credencial simbólica para Gleizes, como se o repórter estivesse autorizado a cobrir o torneio. A iniciativa foi divulgada pela Repórteres Sem Fronteiras, que coordena o comitê de apoio ao jornalista.

O gesto tem peso político porque desloca o caso de uma disputa judicial argelina para o centro de um evento global. Ao associar o nome de Gleizes à cobertura da Copa, a entidade máxima do futebol ajuda a manter o repórter em evidência e transforma a ausência dele em parte da narrativa do torneio.

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Caso atravessa relação sensível entre França e Argélia

A prisão ocorre em meio a uma relação historicamente tensa entre França e Argélia, marcada pelo passado colonial e por crises diplomáticas recorrentes. Nesse ambiente, casos envolvendo cidadãos franceses e acusações ligadas à segurança nacional costumam ganhar dimensão política além dos tribunais.

Para os jornalistas que participaram do ato, a coletiva da França serviu como palco para lembrar que Gleizes segue fora das redações e dos estádios enquanto a Copa avança. A pressão agora se concentra em manter o caso visível durante o torneio e ampliar a cobrança por sua libertação.