A Motiva assinou nesta segunda-feira (15) um novo aditivo ao contrato da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, com previsão de R$ 676,8 milhões em investimentos para a extensão até Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
O Termo Aditivo 11 cobre a implantação da sinalização e a certificação de segurança do trecho, duas etapas necessárias para que a expansão possa operar comercialmente. A deliberação sobre o aditivo foi publicada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) no Diário Oficial do Estado em 10 de junho.
O valor tem data-base de fevereiro de 2026 e se soma ao aditivo de R$ 3,898 bilhões firmado em setembro de 2025. Com os dois instrumentos, o compromisso financeiro informado para a extensão chega a R$ 4,5748 bilhões.
Extensão reforça aposta em mobilidade metropolitana
A Linha 4-Amarela é operada pela ViaQuatro desde 2010. A concessionária é controlada pela Motiva, antiga CCR, e liga pontos estratégicos da capital paulista, com conexão a outras linhas do sistema metroferroviário.
A chegada a Taboão da Serra é tratada como uma das principais expansões da malha sobre trilhos na região metropolitana. O município, com mais de 270 mil habitantes, passaria a ter ligação direta ao metrô, reduzindo a dependência de deslocamentos por ônibus e por automóvel em um dos eixos mais carregados de entrada e saída da capital.
Em setembro de 2025, o governo paulista aprovou a prorrogação antecipada do contrato de concessão da Linha 4. No dia seguinte, a Motiva firmou o aditivo de R$ 3,898 bilhões para a extensão. O novo termo acrescenta a camada tecnológica e regulatória que sustenta a operação segura do futuro trecho.
Reequilíbrio entra no centro do contrato
O aditivo também amplia o peso do reequilíbrio econômico-financeiro da concessão. Esse mecanismo ajusta obrigações e compensações quando o contrato passa a incorporar investimentos não previstos originalmente ou mudanças relevantes no escopo da operação.
Na prática, a cifra importa para três frentes: o caixa da concessionária, a fiscalização do poder público e a conta final da concessão. A ARTESP atua como reguladora estadual, enquanto a Companhia Paulista de Parcerias (CPP) participa dos atos contratuais ligados à concessão.
A deliberação não vincula o novo investimento a aumento de tarifa. Também não fixa, no texto publicado, a data de início da operação comercial da extensão. Esses dois pontos são os mais sensíveis para passageiros e contribuintes, porque definem quando o benefício chega ao usuário e como o contrato absorve a despesa.
O que muda para o passageiro
Para quem usa transporte público na Grande São Paulo, o efeito esperado é a inclusão de Taboão da Serra no eixo da Linha 4-Amarela. A expansão tende a encurtar viagens até áreas de emprego, estudo e serviços na capital, especialmente nos trajetos hoje dependentes de integração por ônibus.
O passo imediato, agora, é a execução do Termo Aditivo 11, com os investimentos em sinalização e certificação de segurança sob acompanhamento da ARTESP. O aditivo define o novo patamar financeiro da obra; o cronograma operacional e os efeitos tarifários ainda dependem dos próximos atos da concessão.










