segunda-feira, junho 15
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Economia

Motiva assina aditivo de R$ 676,8 milhões para levar Linha 4 a Taboão

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Valor tem data-base de fevereiro de 2026 e foi publicado pela ARTESP no Diário Oficial em junho.
  • Novo contrato se soma a aditivo de R$ 3,898 bilhões firmado em setembro de 2025.
  • Extensão depende de sinalização e certificação antes de iniciar a operação do trecho.
  • Deliberação não informa prazo de abertura nem prevê relação direta com aumento de tarifa.

A Motiva assinou nesta segunda-feira (15) um novo aditivo ao contrato da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, com previsão de R$ 676,8 milhões em investimentos para a extensão até Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

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O Termo Aditivo 11 cobre a implantação da sinalização e a certificação de segurança do trecho, duas etapas necessárias para que a expansão possa operar comercialmente. A deliberação sobre o aditivo foi publicada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) no Diário Oficial do Estado em 10 de junho.

O valor tem data-base de fevereiro de 2026 e se soma ao aditivo de R$ 3,898 bilhões firmado em setembro de 2025. Com os dois instrumentos, o compromisso financeiro informado para a extensão chega a R$ 4,5748 bilhões.

Extensão reforça aposta em mobilidade metropolitana

A Linha 4-Amarela é operada pela ViaQuatro desde 2010. A concessionária é controlada pela Motiva, antiga CCR, e liga pontos estratégicos da capital paulista, com conexão a outras linhas do sistema metroferroviário.

A chegada a Taboão da Serra é tratada como uma das principais expansões da malha sobre trilhos na região metropolitana. O município, com mais de 270 mil habitantes, passaria a ter ligação direta ao metrô, reduzindo a dependência de deslocamentos por ônibus e por automóvel em um dos eixos mais carregados de entrada e saída da capital.

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Em setembro de 2025, o governo paulista aprovou a prorrogação antecipada do contrato de concessão da Linha 4. No dia seguinte, a Motiva firmou o aditivo de R$ 3,898 bilhões para a extensão. O novo termo acrescenta a camada tecnológica e regulatória que sustenta a operação segura do futuro trecho.

Reequilíbrio entra no centro do contrato

O aditivo também amplia o peso do reequilíbrio econômico-financeiro da concessão. Esse mecanismo ajusta obrigações e compensações quando o contrato passa a incorporar investimentos não previstos originalmente ou mudanças relevantes no escopo da operação.

Na prática, a cifra importa para três frentes: o caixa da concessionária, a fiscalização do poder público e a conta final da concessão. A ARTESP atua como reguladora estadual, enquanto a Companhia Paulista de Parcerias (CPP) participa dos atos contratuais ligados à concessão.

A deliberação não vincula o novo investimento a aumento de tarifa. Também não fixa, no texto publicado, a data de início da operação comercial da extensão. Esses dois pontos são os mais sensíveis para passageiros e contribuintes, porque definem quando o benefício chega ao usuário e como o contrato absorve a despesa.

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O que muda para o passageiro

Para quem usa transporte público na Grande São Paulo, o efeito esperado é a inclusão de Taboão da Serra no eixo da Linha 4-Amarela. A expansão tende a encurtar viagens até áreas de emprego, estudo e serviços na capital, especialmente nos trajetos hoje dependentes de integração por ônibus.

O passo imediato, agora, é a execução do Termo Aditivo 11, com os investimentos em sinalização e certificação de segurança sob acompanhamento da ARTESP. O aditivo define o novo patamar financeiro da obra; o cronograma operacional e os efeitos tarifários ainda dependem dos próximos atos da concessão.