sábado, 18 de julho de 2026
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No 9º dia do segundo júri, ré chamou ex-babá de 'grande mentirosa' e mudou versão sobre a morte do filho.

Monique acusa Jairinho de matar Henry e diz ter sido dopada

No 9º dia do segundo júri, ré chamou ex-babá de 'grande mentirosa' e mudou versão sobre a morte do filho.

· 2 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Monique Medeiros afirmou na terça-feira (2) que suspeita ter sido dopada pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr.
  • Jairinho, e disse acreditar que ele matou seu filho, Henry Borel, de 4 anos.
  • O depoimento foi prestado no 9º dia do segundo Tribunal do Júri do caso, no Rio de Janeiro, e marcou uma mudança na versão da ré.
  • Na véspera, o promotor de Justiça classificou Jairinho como "psicopata severo", conforme registrado em cobertura anterior do PIRANOT .
  • Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após ser agredido no apartamento em que vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Monique Medeiros afirmou na terça-feira (2) que suspeita ter sido dopada pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e disse acreditar que ele matou seu filho, Henry Borel, de 4 anos. O depoimento foi prestado no 9º dia do segundo Tribunal do Júri do caso, no Rio de Janeiro, e marcou uma mudança na versão da ré.

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Em mais de seis horas de interrogatório, Monique negou o relato da ex-babá Thayná Ferreira sobre agressões e mensagens envolvendo Henry, e chamou a testemunha de “grande mentirosa”. “Se ela tivesse me contado, nunca deixaria meu filho com o Jairinho”, afirmou a ré em plenário.

A acusação de dopagem é nova na versão da ré, que até então não havia atribuído ao ex-vereador responsabilidade direta pela morte do filho. A defesa sustenta ainda que Monique dispõe de provas de não ter pedido à ex-babá para apagar mensagens, ponto que pretende explorar diante dos jurados.

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O que Monique disse aos jurados

Ao explicar por que não percebeu sinais de violência contra o filho, a ré declarou: “Pode ser muita burrice, mas em nenhum momento pensei que ele pudesse fazer qualquer tipo de agressão ao meu filho”. A frase resume a linha adotada pela defesa para negar ciência prévia das agressões atribuídas a Jairinho.

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após ser agredido no apartamento em que vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Monique e Jairinho foram presos no mesmo ano e respondem por homicídio duplamente qualificado e tortura. O ex-vereador perdeu o mandato após a repercussão do caso, e o primeiro júri foi anulado, o que levou ao novo julgamento em curso.

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Próximos passos do julgamento

Nesta quarta-feira (3), estão previstas a sustentação oral da defesa de Monique e a réplica da acusação. Na véspera, o promotor de Justiça classificou Jairinho como “psicopata severo”, conforme registrado em cobertura anterior do PIRANOT. A decisão dos jurados é esperada após o encerramento dos debates em plenário.

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