quarta-feira, junho 3
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Economia

Trump confirma que chamou Netanyahu de ‘crazy’ e petróleo dispara

Presidente dos EUA admitiu insulto em ligação sobre o Líbano; Brent fechou a US$ 94,83 na segunda, com alta de 4,07%.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Washington tenta manter negociações com o Irã e conter a escalada regional
  • Não houve reação oficial de Netanyahu nem íntegra da conversa pela Casa Branca
  • A crise envolve divergências sobre a estratégia militar de Israel no Líbano
  • No primeiro mandato, Trump transferiu a embaixada dos EUA para Jerusalém

Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (3) que chamou Benjamin Netanyahu de “crazy” em uma ligação telefônica sobre os ataques de Israel ao Líbano, expondo a maior fissura pública entre Washington e o premiê israelense desde o início da escalada regional.

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A admissão do próprio presidente americano pesa sobre dois tabuleiros simultâneos: as negociações nucleares com o Irã, que a Casa Branca diz seguir avançando, e o mercado de petróleo, que já havia reagido à tensão dois dias antes. O Brent fechou a segunda-feira (1º) a US$ 94,83, alta de 4,07%, segundo cotações publicadas pelo Valor.

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A confirmação foi feita pelo próprio Trump em declaração a jornalistas e referendou reportagem anterior sobre a ligação tensa de segunda-feira (1º). Até o fechamento desta edição, Netanyahu não havia se manifestado publicamente e a Casa Branca não divulgou versão oficial da conversa.

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Ligação tensa expõe divergência sobre Líbano e Irã

O atrito tem origem em duas frentes: a estratégia militar israelense no Líbano e as tratativas americanas com Teerã. A linha do tempo é curta e direta — ataques entre Israel e Hezbollah em 1º de junho, a ligação tensa em 2 de junho e a confirmação pública nesta quarta-feira (3).

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O episódio contrasta com o histórico recente. No primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e transferiu a embaixada americana para a cidade — gestos que selaram um dos períodos mais favoráveis a Netanyahu em décadas. A divergência atual rompe esse alinhamento em um momento em que a Casa Branca tenta destravar acordo com o Irã.

Brent a US$ 94,83 e leitura ambígua para o Brasil

O mercado precificou a tensão antes mesmo da admissão de Trump. Na segunda-feira (1º), o Brent foi a US$ 94,83, alta de 4,07%, em meio aos ataques no Golfo e à incerteza sobre o acordo com o Irã, segundo o Valor. No mesmo pregão, o dólar à vista recuou frente ao real, com a alta da commodity sustentando a moeda brasileira.

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Para o Brasil, o efeito é ambíguo. O país é produtor de petróleo, mas importa derivados, o que mantém a conta sensível à variação internacional do barril. A Petrobras adota a paridade de importação como referência, mas o dossiê não traz decisão de repasse a gasolina ou diesel — ou seja, não há dado oficial que permita afirmar impacto direto nas bombas.

Em polos com forte logística agrícola, como Piracicaba, uma alta persistente do diesel pressiona transporte e escoamento de safra. O desfecho depende das cotações futuras, da política comercial das distribuidoras e de eventual atualização de preços pela estatal.

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O que falta para fechar a conta

Três sinais verificáveis devem balizar a próxima fase da crise: uma manifestação oficial de Netanyahu, uma versão da Casa Branca sobre o teor da ligação e novos comunicados sobre as tratativas com o Irã. Nenhum dos três está documentado até o fechamento desta edição.

No mercado, o dado fechado segue o Brent a US$ 94,83 com alta de 4,07% na segunda-feira (1º). Sem nova cotação oficial no dossiê para esta quarta-feira (3), ainda não é possível medir se a confirmação de Trump prolongará a pressão sobre o barril ou se a reação ficará restrita à volatilidade de curto prazo.


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