sábado, 18 de julho de 2026
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Presidente cobrou mais concessões de Teerã em reunião de gabinete; cessar-fogo de 7 semanas corre risco após declarações que contradizem falas anteriores

Trump diz estar insatisfeito com acordo com Irã e ameaça retomar ataques

Presidente cobrou mais concessões de Teerã em reunião de gabinete; cessar-fogo de 7 semanas corre risco após declarações que contradizem falas anteriores

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Reunião de gabinete na Casa Branca ocorreu sete semanas após cessar-fogo declarado em 8 de abril.
  • Presidente contradiz declarações anteriores sobre acordo estar em grande parte negociado.
  • Negociador iraniano promete resposta esmagadora caso EUA retomem hostilidades.
  • Irã teria usado período de trégua para reconstruir suas Forças Armadas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (27) que segue insatisfeito com os termos de um possível acordo com o Irã e ameaçou retomar os ataques militares caso as negociações não avancem. A declaração, feita durante reunião de gabinete na Casa Branca, mina as expectativas de um desfecho rápido para o conflito que dura desde fevereiro e coloca em risco o cessar-fogo declarado há sete semanas, em 8 de abril.

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Segundo apurou o PIRANOT com base em fontes diplomáticas e relatos da imprensa internacional, Trump demonstrou impaciência com o ritmo das negociações. “O Irã está muito empenhado, eles querem muito chegar a um acordo. Até agora, eles não conseguiram… não estamos satisfeitos com isso, mas ficaremos. Ou ficaremos, ou teremos que terminar o trabalho”, declarou o presidente americano, em referência clara à possibilidade de retomada das hostilidades.

A fala contradiz declarações anteriores de Trump, que em 23 de maio afirmou que o acordo estava “em grande parte negociado”. No dia seguinte, 24 de maio, o presidente já havia sinalizado que o texto do acordo “não foi visto por ninguém”. A inconsistência nas declarações americanas gera incerteza sobre os reais termos em discussão e sobre a disposição de Washington em honrar eventuais compromissos.

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Irã promete resposta “esmagadora”

O governo iraniano respondeu às ameaças americanas com advertência direta. Segundo informações de agências de notícias do país, Teerã declarou que responderá de forma “esmagadora” caso Washington retome as hostilidades. O regime afirmou ter utilizado o período de cessar-fogo para reconstruir suas Forças Armadas e fortalecer sua posição negociadora.

Informações divulgadas pela emissora estatal iraniana indicam que Teerã recebeu um rascunho informal das bases de um possível acordo. Os termos incluiriam a restauração do tráfego pelo Estreito de Ormuz — rota vital por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra — para os níveis pré-conflito dentro de um mês. Em contrapartida, os Estados Unidos teriam de retirar suas forças militares das proximidades do Irã e suspender o bloqueio naval ao país.

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Estreito de Ormuz: ponto nevrálgico

O Estreito de Ormuz permanece bloqueado desde o início das hostilidades, em fevereiro de 2026. A via marítima, que separa o Irã da península arábica, é considerada a passagem mais crítica para o comércio internacional de petróleo. Antes do conflito, aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente transitava por ali. A reabertura do estreito é um dos pontos centrais das negociações em andamento.

De acordo com relatos da imprensa iraniana, o documento em negociação estabelece que a navegação pela passagem será gerenciada conjuntamente pelo Irã e por Omã. No entanto, a questão nuclear — aspecto central para o governo americano — não foi mencionada nas informações divulgadas por Teerã, o que sugere divergências significativas entre as partes.

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Mediação e complexidade das negociações

A mediação paquistanesa sinalizou avanços “encorajadores” nas últimas 24 horas, segundo fontes diplomáticas ouvidas pelo PIRANOT. O Paquistão atua como intermediário entre as partes desde o início do conflito, buscando viabilizar um acordo que preserve interesses regionais.

Reportagem anterior do PIRANOT apurou que Trump condicionou o acordo com o Irã à normalização de laços entre países árabes e Israel — elemento que adiciona uma camada de complexidade às negociações e amplia o leque de variáveis em jogo. A exigência vincula o desfecho do conflito a uma reconfiguração mais ampla das alianças no Oriente Médio.

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Impacto econômico para o Brasil

O Brasil, como importador líquido de petróleo, está sujeito a impactos significativos caso o conflito se agrave. A elevação dos preços internacionais do barril decorrente de uma retomada das hostilidades poderia pressionar os custos de combustíveis no mercado interno e afetar a inflação. Nenhuma reação oficial do Itamaraty foi identificada nas fontes consultadas até o momento desta publicação.

O mercado financeiro brasileiro acompanha de perto as negociações. Movimentos recentes do dólar e do Ibovespa refletem a sensibilidade dos investidores a qualquer sinal de escalada ou de resolução do conflito. O prazo para uma decisão definitiva permanece incerto, mas Trump já afirmou que pode decidir até domingo se retoma a ofensiva militar.


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