sábado, 18 de julho de 2026
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Douglas Kratos foi encontrado morto na segunda-feira (11) com hematomas e marcas de correntes no Itaim Paulista; família admitiu que sabia da privação de liberdade.

Avó e Madrasta Presas por Tortura e Morte de Menino de 11 Anos

Douglas Kratos foi encontrado morto na segunda-feira (11) com hematomas e marcas de correntes no Itaim Paulista; família admitiu que sabia da privação de liberdade.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Avó paterna e madrasta de Douglas Kratos, 11, foram presas na quarta-feira (13) pela Polícia Civil de SP.
  • O menino era torturado e acorrentado há cerca de um ano pelo pai, avó e madrasta, segundo a polícia.
  • O pai já havia sido preso na segunda-feira (11) por tortura com resultado morte.
  • Familiares admitiram saber da privação de liberdade; menino não frequentava escola.
  • Laudo do IML ainda não foi divulgado; polícia aguarda confirmação da causa da morte.

A avó paterna e a madrasta de Douglas Kratos, 11 anos, foram presas pela Polícia Civil de São Paulo. A prisão ocorreu dois dias após o menino ser encontrado morto com sinais de tortura e acorrentado em casa no Itaim Paulista, zona leste da capital.

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O pai da criança, Chris Douglas, já havia sido detido sob suspeita de tortura com resultado morte. De acordo com a Polícia Civil, familiares admitiram ter conhecimento de que o menino era mantido acorrentado e privado de liberdade.

Segundo a investigação, Douglas não estava matriculado em nenhuma escola da rede de ensino. O corpo apresentava hematomas e marcas de correntes. Os maus-tratos e a tortura duravam cerca de um ano.

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“A própria família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite da morte, o que levou os agentes ao local”, afirmou a Polícia Civil, em nota. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi divulgado, e a causa exata da morte segue sob apuração.

Prisões e acusações

Segundo a Polícia Civil, o menino sofria tortura e era mantido acorrentado há aproximadamente um ano pelo pai, pela avó e pela madrasta. A informação consta no boletim de ocorrência registrado no 50º Distrito Policial (Itaim Paulista).

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Os três suspeitos estão presos preventivamente. A delegada Ancilla Vega e o delegado Thiago Augusto Silva Bassi, responsáveis pelo caso, afirmaram que as investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos envolvidos.

O trio responderá por tortura com resultado morte, crime previsto no artigo 1º, parágrafo 3º, da Lei 9.455/97. A pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

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Secretário classifica caso como ‘chocante’

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, definiu o caso como “chocante”. “É inaceitável que uma criança tenha sido submetida a tamanha violência por tanto tempo”, disse o secretário, em coletiva.

Os delegados Ancilla Vega e Thiago Bassi também participaram da entrevista. A motivação para os abusos ainda é investigada, mas a polícia trabalha com a hipótese de negligência e maus-tratos sistemáticos.

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Investigação aguarda laudo do IML

A Polícia Civil aguarda o resultado do exame necroscópico do IML para confirmar a causa da morte. A suspeita inicial é de que o menino tenha sofrido hipotermia como consequência das agressões e da privação de alimentação, mas o laudo oficial ainda não foi concluído.

O caso segue sob sigilo judicial. A Justiça de São Paulo converteu as prisões em flagrante em preventivas, garantindo que os três acusados permaneçam detidos até o julgamento. O Ministério Público de São Paulo acompanha as investigações.


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