Lionel Messi, camisa 10 do Inter Miami, recebe US$ 20,4 milhões por ano na Major League Soccer (MLS) — valor que supera a folha salarial de 21 dos 29 clubes da liga em 2025, conforme relatório da MLS Players Association. O dado, divulgado em maio, evidencia a concentração de recursos provocada pela regra de Jogadores Designados, criada para atrair estrelas internacionais.
O salário médio anual garantido na MLS é de US$ 649.120, com alta de 9,2% em relação a 2024. Messi, por sua vez, recebe 31 vezes esse valor. O Inter Miami, que também conta com Luis Suárez, lidera o ranking de folhas salariais com US$ 46,8 milhões — mais que o dobro da maioria dos times. Toronto FC (US$ 34,1 milhões) e Atlanta United (US$ 27,6 milhões) são os únicos que se aproximam dessa marca.
O relatório da MLS Players Association destaca que Messi é o jogador mais bem pago da MLS, a liga americana de futebol, e que o argentino fatura mais que a maioria dos clubes do país. O contrato inicial do argentino, assinado em julho de 2023, previa um salário base de US$ 12 milhões, mas com bônus e acordos comerciais o total anual ultrapassa US$ 20 milhões.
Messi ganha mais que 21 clubes da MLS
A disparidade fica clara ao comparar o salário do craque com as folhas de times como o Chicago Fire (US$ 14,2 milhões) e o Colorado Rapids (US$ 13,8 milhões). Messi sozinho recebe o equivalente a 1,44 vezes a folha do Chicago. Dos 29 clubes, apenas oito têm folha superior ao salário do argentino: Inter Miami, Toronto FC, Atlanta United, LA Galaxy, LAFC, Seattle Sounders, New York City FC e New York Red Bulls.
O documento da liga detalha que o contrato inicial de Messi na MLS, acordado em julho de 2023, incluía um salário base de US$ 12 milhões e uma compensação total que o coloca no topo da liga. O impacto financeiro é imediato: o Inter Miami gastou €37,97 milhões em salários em 2025, com média de €1,52 milhão por jogador.
Regra de Jogador Designado permite disparidade
A MLS opera com teto salarial rígido, mas a regra de Designated Players permite que cada clube contrate até três jogadores cujos salários excedam o limite, com o clube arcando com a diferença. Criada em 2007 para trazer David Beckham, a norma hoje beneficia jogadores como Messi.
A regra, embora pensada para elevar o nível técnico e a visibilidade da liga, gera concentração de recursos. O resultado é uma liga onde um jogador pode ganhar mais que 72% dos clubes. Para o futebol brasileiro, o fenômeno serve de alerta: enquanto clubes como Flamengo e Palmeiras têm folhas na casa dos R$ 30 milhões mensais (cerca de US$ 6 milhões), a MLS já paga a um atleta o triplo disso.
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