O patrimônio líquido da indústria de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) no Brasil atingiu R$ 73 bilhões em 2026, ante R$ 28 bilhões em 2014, segundo dados da Economatica. O número de cotistas saltou 345% entre 2019 e 2025, para 2,87 milhões, conforme dados oficiais. A XP Investimentos é frequentemente apontada como um dos principais vetores de popularização dos FIIs junto à pessoa física. A instituição gerencia três fundos imobiliários — MXRF11, XPML11 e XPLG11 — que multiplicaram sua base de cotistas nos últimos anos. No entanto, a expansão do setor foi sistêmica, impulsionada pela queda da Selic, pela digitalização das plataformas e pela atuação de múltiplas corretoras.
Juros baixos impulsionam crescimento exponencial dos fundos da XP Asset
Os fundos geridos pela XP Asset registraram crescimento exponencial de cotistas. O MXRF11 passou de cerca de 20 mil cotistas em junho de 2018 para mais de 1,4 milhão em março de 2026, segundo a XP Investimentos. O XPML11 foi de 9,6 mil para 722 mil, e o XPLG11 de 6 mil para 340 mil no mesmo período. O salto mais expressivo ocorreu entre 2019 e 2021, período de Selic em trajetória de queda, que estimulou a busca por renda recorrente. “O MXRF11 saiu de cerca de 20 mil cotistas em junho de 2018 para mais de 1,4 milhão em março de 2026”, afirmou a XP Investimentos. Ainda assim, o movimento foi acompanhado por outras plataformas, como BTG Pactual e Rico, que também ampliaram a oferta de FIIs para investidores de varejo.
Cautela e troca de cotas sinalizam desafios para o setor
Apesar do crescimento histórico, gestores de FIIs demonstram cautela para 2025. Pesquisas apontam preocupações com endividamento, inadimplência e regulação. Em 2025, mais da metade das emissões de FIIs ocorreu na forma de follow-ons sem entrada de dinheiro novo — apenas troca de cotas entre investidores. O risco de vacância e baixa liquidez em segmentos específicos permanece. “Entre 2019 e 2025, o número de cotistas saltou de 645 mil para 2,87 milhões, um crescimento de 345%”, conforme dados oficiais. A partir de 11 de maio, os FIIs poderão ser usados como garantia na B3, o que pode trazer mais liquidez ao mercado. Ainda assim, o cenário exige atenção dos investidores quanto à concentração e à qualidade dos ativos.
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