quarta-feira, junho 3
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Política

Eduardo Bolsonaro ataca STF ao defender ativista branca enquanto PGR pede condenação e racha com Salles expõe crise na direita paulista

Deputado federal, autoexilado nos EUA, reforça narrativa de perseguição política e trava briga pública com Ricardo Salles por vaga no Senado paulista

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Eduardo Bolsonaro defende ativista branca e acusa STF de ativismo judicial.
  • PGR pede condenação do deputado por coação contra ministros do STF.
  • Acusação aponta uso de viagens aos EUA para pressionar magistrados.
  • Briga com Ricardo Salles revela racha na direita por vaga ao Senado.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu à defesa de uma ativista que alega perseguição por ser branca para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede sua condenação por coação contra ministros da Corte. A ofensiva dupla — judicial e política — ocorre em meio a um racha público com o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) pela indicação a uma vaga no Senado por São Paulo.

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O parlamentar, que está em autoexílio nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, usou o caso da ativista — cujo nome não foi divulgado e que teria sido investigada por suposto crime de racismo — para reforçar a narrativa de ativismo judicial e perseguição política. A declaração foi feita em vídeo no YouTube, canal que Eduardo tem usado para se comunicar com a base bolsonarista.

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A investida contra o STF coincide com um novo pedido de condenação enviado pela PGR ao Supremo, elevando a pressão sobre o mandato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação aponta que Eduardo usou viagens e contatos internacionais para intimidar ministros, conduta que, segundo o órgão, compromete a independência do Judiciário.

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Estratégia de defesa de ativista branca para atacar o STF

Em vídeo no YouTube, Eduardo Bolsonaro classificou a investigação contra a ativista como mais um exemplo de ativismo judicial. O deputado usou o caso para criticar a Corte, ecoando a narrativa de perseguição política que circula em redes bolsonaristas.

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A ativista teria sido alvo de apuração por suposto crime de racismo, mas o parlamentar argumentou que a ação configura perseguição por ela ser branca. A fala ganhou tração entre apoiadores.

O movimento ocorre em um momento de fragilidade jurídica para o deputado, que já responde a outros inquéritos no STF. A defesa de pautas identitárias reversas tem sido uma estratégia recorrente para mobilizar a base e desviar o foco das acusações que enfrenta.

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Pedido de condenação da PGR por coação a ministros

A Procuradoria-Geral da República formalizou pedido de condenação de Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação contra ministros do STF. No documento, a PGR destaca que a atuação do parlamentar nos Estados Unidos para constranger integrantes da Corte configura agravante, tornando o risco jurídico ainda mais grave.

Segundo a acusação, Eduardo utilizou viagens e articulações com grupos estrangeiros para pressionar magistrados, em episódios que incluem críticas públicas e tentativas de deslegitimar decisões do tribunal. A conduta, de acordo com a PGR, visa intimidar e comprometer a independência do Judiciário.

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Se condenado, o deputado pode enfrentar penas que incluem perda do mandato e inelegibilidade, com impacto direto em seus planos políticos. A ofensiva da PGR amplia o cerco sobre o filho do ex-presidente, que já acumula inquéritos no STF.

Racha com Ricardo Salles expõe crise na direita paulista

A disputa por uma vaga no Senado por São Paulo provocou um racha público entre aliados de Jair Bolsonaro. Em vídeo no YouTube, Eduardo Bolsonaro reagiu à acusação de que teria negociado apoio ao presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), em troca de até R$ 60 milhões. “É uma calúnia absurda me acusar de vender votos para André do Prado”, declarou.

A denúncia partiu de Ricardo Salles, que em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. afirmou que Eduardo “aceitou receber até R$ 60 milhões ao negociar a vaga de do Prado para concorrer ao Senado”. Em 5 de março, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou do Prado como segundo nome da direita na disputa, ao lado de Guilherme Derrite (PP).

Salles, por sua vez, condicionou sua desistência à substituição de do Prado pelo vice-prefeito paulistano Ricardo Mello Araújo (PL), aceno ao bolsonarismo raiz. “Os dois nomes da direita para serem lançados para ganhar da esquerda são os nomes do Derrite e eu. Não tinha que ter nenhum terceiro nome”, afirmou em suas redes sociais em 7 de março.

O embate expõe as fissuras entre PL e Novo no estado, com Tarcísio apoiando Derrite e do Prado, enquanto Salles insiste em manter sua candidatura. A troca de acusações deve acirrar ainda mais a disputa interna da direita paulista às vésperas da eleição.

Perguntas frequentes

Por que a PGR pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro?

A Procuradoria-Geral da República acusa o deputado de coação contra ministros do STF, alegando que ele usou viagens aos Estados Unidos e contatos internacionais para intimidar magistrados e comprometer a independência do Judiciário.

Qual é a briga entre Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles?

Os deputados divergem sobre a indicação para uma vaga no Senado por São Paulo. Salles acusa Eduardo de negociar apoio a André do Prado em troca de até R$ 60 milhões, o que Eduardo nega veementemente.


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