sábado, 18 de julho de 2026
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Com Estreito de Ormuz bloqueado, frete para Sudão subiu de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão, reduzindo envio de suprimentos pela metade.

Custo de ajuda humanitária ao Sudão e Chade dobra com bloqueio do Estreito de Ormuz

Com Estreito de Ormuz bloqueado, frete para Sudão subiu de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão, reduzindo envio de suprimentos pela metade.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Custo do frete para ajuda ao Sudão e Chade saltou de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão.
  • Volume de suprimentos enviados foi reduzido à metade.
  • Mais de 14 milhões de deslocados no Sudão e 1 milhão no Líbano.
  • ONU tem plano de contingência para o Estreito de Ormuz e pede corredor humanitário.
  • Fome aguda dobrou no mundo na última década, com 35 milhões de subnutridos em 2025.

O custo do transporte de ajuda humanitária para o Sudão e o Chade mais que dobrou desde o início do conflito entre Israel e Irã, atingindo US$ 1,87 milhão por remessa, segundo a Organização das Nações Unidas. O aumento dos gastos logísticos, provocado pelo bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, reduziu à metade o volume de suprimentos enviados às regiões mais afetadas pela fome e pelos deslocamentos forçados.

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A diretora adjunta do Programa Mundial de Alimentos, Carlotta Wolf, afirmou que cada dólar extra gasto em frete é um dólar a menos para os refugiados. “Os navios precisam contornar a África ou esperar semanas por escolta militar, e o preço dos contêineres disparou”, disse à imprensa. Ela alertou que, se a situação persistir, a capacidade de resposta a emergências como a do Sudão e do Líbano ficará comprometida.

No Sudão, onde uma guerra civil já forçou o deslocamento de mais de 14 milhões de pessoas, a redução da ajuda chega em um momento crítico. Dados da ONU indicam que a fome aguda dobrou no planeta na última década — em 2025, mais de 35 milhões de pessoas sofreram desnutrição aguda —, e o país concentra uma das maiores crises alimentares do mundo.

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No Líbano, os ataques israelenses já deslocaram cerca de 20% da população, o equivalente a quase 1 milhão de pessoas. A ofensiva intensificou a demanda por abrigos, alimentos e medicamentos, mas o aumento dos custos logísticos reduziu o alcance das operações humanitárias na região.

Bloqueio no Estreito de Ormuz interrompe cadeia de suprimentos

A instabilidade no Estreito de Ormuz tornou a rota marítima mais perigosa e encareceu seguros e fretes. A ONU elaborou um plano de contingência para evitar um “desastre humanitário” caso o canal seja totalmente fechado. Organizações humanitárias pedem a criação de um corredor humanitário na região para destravar o envio de cargas essenciais.

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Wolf declarou que a comunidade internacional precisa agir para garantir o fluxo de ajuda. “Não podemos permitir que uma crise geopolítica se transforme em uma sentença de morte para milhões de civis”, afirmou.


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