sábado, 18 de julho de 2026
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Fabricante registra R$ 7,6 bilhões em vendas no 1º trimestre, melhor da história, mas lucro ajustado cai 51,5% para R$ 145,4 milhões; contrato com Emirados Árabes ainda não tem valor revelado

Embraer tem receita recorde no 1º trimestre, mas lucro cai 51,5% com tarifas dos EUA

Fabricante registra R$ 7,6 bilhões em vendas no 1º trimestre, melhor da história, mas lucro ajustado cai 51,5% para R$ 145,4 milhões; contrato com Emirados Árabes ainda não tem valor revelado

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Receita recorde de R$ 7,6 bilhões no trimestre, com alta de 18% em reais.
  • Lucro líquido ajustado caiu 51,5% para R$ 145,4 milhões, pressionado por tarifas americanas.
  • Tarifas de importação dos EUA impactaram US$ 12 milhões nas margens da aviação executiva.

A Embraer anunciou o melhor primeiro trimestre de sua história em vendas, com receita recorde de R$ 7,6 bilhões (US$ 1,4 bilhão), um crescimento de 18% em reais e 31% em dólar na comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, o lucro líquido ajustado despencou 51,5%, para R$ 145,4 milhões, pressionado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos sobre a aviação executiva e por margens menores na aviação comercial. O impacto direto da política comercial americana foi de US$ 12 milhões (cerca de R$ 59 milhões), equivalente a uma pressão de 280 pontos-base sobre as margens do segmento executivo, conforme dados da companhia.

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A fabricante entregou 44 aeronaves no período, mas o resultado expôs a vulnerabilidade da empresa à guerra comercial. O contrato histórico assinado com os Emirados Árabes Unidos para a venda de dez aeronaves C-390 Millennium, com opção de mais dez unidades, ainda não teve impacto financeiro e segue sem valor revelado.

Tarifas de Trump corroem margens da aviação executiva

As tarifas americanas sobre a importação de jatos executivos representaram uma pressão de 280 pontos-base nas margens do segmento, conforme comunicado da Embraer. O montante de US$ 12 milhões corroeu parte dos ganhos obtidos com a receita recorde, evidenciando a dependência da empresa em relação ao mercado dos Estados Unidos. A aviação executiva responde por uma parcela significativa do faturamento da companhia, e a sobretaxa aplicada por Washington ocorre em um momento de expansão global.

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A Embraer busca novos mercados, como demonstra o acordo com os Emirados Árabes, mas o impacto das tarifas mostra que a política comercial americana continua sendo um risco relevante. Além disso, a divisão executiva registrou aumento de despesas, enquanto a aviação comercial também teve margens menores.

Contrato com Emirados Árabes segue sem valor revelado

A Embraer assinou com o Tawazun Council, órgão de defesa dos Emirados Árabes, um contrato para a venda de dez aeronaves C-390 Millennium, com opção de mais dez unidades. O acordo foi anunciado como o maior pedido internacional do modelo, mas a companhia não revelou o valor financeiro da operação ou as condições de financiamento.

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A ausência desses dados impede uma avaliação precisa do impacto nos resultados futuros. O contrato marca a primeira encomenda do C-390 no Oriente Médio, mas a falta de transparência sobre os termos comerciais limita a análise do potencial de receita adicional. As entregas estão previstas para os próximos anos.

Alta da Selic e margens menores pressionam lucro

Além do cenário comercial adverso, o ambiente macroeconômico doméstico pesa sobre o resultado da Embraer. Com a taxa Selic em 14,50% ao ano, o custo de capital mais alto pressiona o fluxo de caixa da empresa, que já enfrenta o desafio de transformar volume de vendas em rentabilidade. A receita recorde de R$ 7,6 bilhões contrasta com a queda de 51,5% no lucro líquido ajustado, para R$ 145,4 milhões.

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O lucro líquido reportado (não ajustado) foi de R$ 174,8 milhões, queda de 59,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, indicando que itens não recorrentes podem ter influenciado o resultado. O contrato com os Emirados Árabes sinaliza potencial de receita futura, mas ainda não compensa as pressões atuais sobre as margens.

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