sábado, 18 de julho de 2026
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Tragédia em Liuyang, centro da produção global de fogos, reacende debate sobre segurança em indústria que movimenta US$ 1,14 bi em exportações

Explosão em maior polo pirotécnico da China mata 26 e fere 61

Tragédia em Liuyang, centro da produção global de fogos, reacende debate sobre segurança em indústria que movimenta US$ 1,14 bi em exportações

· 4 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Explosão em fábrica de fogos em Liuyang, Hunan, mata 26 pessoas e fere 61 em 4 de maio de 2026
  • China exportou US$ 1,14 bilhão em fogos de artifício no último ano, dominando o mercado global
  • 500 bombeiros e socorristas atuaram no resgate, enquanto Xi Jinping exigiu investigação rigorosa

Uma explosão na fábrica de fogos de artifício Huasheng Fireworks Manufacturing and Display, em Liuyang, na província de Hunan, centro da China, deixou ao menos 26 mortos e 61 feridos na tarde de segunda-feira (4 de maio de 2026). O acidente ocorreu por volta das 16h40 no horário local, desencadeando uma operação de resgate com 500 bombeiros e socorristas. O presidente chinês, Xi Jinping, exigiu uma investigação rigorosa e a responsabilização dos culpados.

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Liuyang é conhecida como o coração da indústria de fogos de artifício da China, país que domina a produção global. Dados da Administração Geral de Alfândegas da China indicam que as exportações chinesas do produto somaram US$ 1,14 bilhão no ano passado, mais de dois terços das vendas mundiais. A fábrica Huasheng, onde ocorreu a explosão, é uma das muitas na região que operam com mão de obra intensiva e materiais altamente inflamáveis.

A tragédia não é um caso isolado. Em 2019, uma explosão em uma fábrica de fogos em Liuyang matou sete pessoas. Em 2021, outro acidente em uma planta na província de Jiangxi deixou quatro mortos. Apesar de promessas de modernização e reforço na fiscalização após esses eventos, a recorrência de acidentes levanta dúvidas sobre a eficácia das medidas de segurança.

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A explosão e o resgate

A explosão na Huasheng Fireworks foi tão intensa que pôde ser ouvida em vilarejos vizinhos, segundo a agência de notícias Xinhua. Imagens divulgadas pela emissora estatal CCTV mostraram uma enorme coluna de fumaça subindo do local e destroços espalhados por uma vasta área. “A explosão foi tão forte que estremeceu o chão, como um terremoto”, disse um morador à agência Reuters.

Equipes de resgate trabalharam durante a noite para procurar sobreviventes entre os escombros. O Ministério de Gestão de Emergências da China informou que 500 bombeiros e socorristas foram mobilizados, com apoio de cães farejadores e equipamentos de detecção. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região, alguns em estado grave.

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O presidente Xi Jinping emitiu uma declaração pedindo “todos os esforços para resgate e tratamento dos feridos” e exigindo que “os responsáveis sejam severamente punidos de acordo com a lei”, conforme noticiado pela agência Xinhua. O governo local de Hunan anunciou a abertura de uma investigação para apurar as causas do acidente.

Debate sobre segurança e impacto econômico

A explosão reacende o debate sobre as condições de segurança na indústria de fogos de artifício chinesa. Apesar do valor econômico do setor, as fábricas frequentemente operam com padrões precários, armazenando grandes quantidades de pólvora e outros materiais explosivos em condições inadequadas.

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Especialistas em segurança industrial apontam que a fiscalização é insuficiente, especialmente em áreas rurais como Liuyang, onde a produção é pulverizada em pequenas oficinas muitas vezes não regulamentadas. “A China tem leis rigorosas, mas a implementação é inconsistente, e a corrupção local pode facilitar a burla das normas”, afirmou um analista que preferiu não se identificar.

O acidente também pode ter repercussões econômicas. Liuyang responde por cerca de 60% da produção mundial de fogos de artifício, e interrupções na cadeia de suprimentos podem afetar os preços globais, especialmente com a proximidade de festivais como o Ano Novo Chinês e o Diwali na Índia.

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Enquanto as investigações avançam, as famílias das vítimas cobram respostas. “Queremos justiça e garantias de que isso não acontecerá de novo”, disse um parente de uma das vítimas ao South China Morning Post. O governo chinês prometeu revisar os protocolos de segurança em todo o setor, mas a desconfiança persiste.

Vídeo via YouTube

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