Minas Gerais registrou 4.101 casos de estupro de vulnerável em 2025, uma média de 97 denúncias por dia. Quase 75% dos estupros no estado têm como vítimas crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência.
No último fim de semana, uma menina de 6 anos foi estuprada pelo marido da madrinha no bairro Cabana, em Belo Horizonte. A mãe deixou a criança sob cuidados do casal, que, segundo a polícia, são usuários de drogas e álcool. Uma adolescente de 16 anos que tentou intervir foi agredida.
O caso expõe fragilidades na rede de proteção infantil. Dados do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apontam aumento de 14% nas denúncias de violência contra crianças no estado.
O que já sabemos
- Minas Gerais registrou 4.101 estupros de vulnerável em 2025, alta de 14%.
- Quase 75% dos estupros no estado têm vítimas crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência.
- Menina de 6 anos foi estuprada pelo marido da madrinha no bairro Cabana, em BH.
- Deputada estadual cobra investigação sobre omissão do Conselho Tutelar.
Crime no Cabana: menina de 6 anos estuprada pelo padrinho
A vítima foi levada para a casa da madrinha após desavenças familiares. O marido da madrinha, suspeito do estupro, foi preso em flagrante pela Polícia Civil. Moradores da região lincharam o agressor e a madrinha, que precisaram de atendimento hospitalar antes de serem levados à delegacia.
“A omissão do Conselho Tutelar é recorrente e precisa ser investigada”, afirmou a deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede), durante audiência na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A Polícia Civil apura se houve falha na prevenção do crime.
MG registra 97 denúncias diárias de violência contra crianças
O Disque 100, canal federal de denúncias, registrou média de 97 casos por dia em Minas Gerais em 2025. O número representa alta de 14% em relação ao ano anterior, segundo o MPMG.
“A violência sexual contra crianças e adolescentes em Minas Gerais atingiu patamares alarmantes, exigindo uma atuação integrada e urgente de todos os órgãos de proteção”, disse o promotor Marcos Paulo de Souza, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do MPMG.
Especialistas ouvidos pela Câmara Municipal de BH cobram fortalecimento da rede de atendimento, com mais agentes e integração entre saúde, educação e assistência social. O caso do Cabana escancara a necessidade de ações preventivas para romper o ciclo de violência.











