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Nova fase do programa de renegociação de dívidas deve ser anunciada por Lula ainda esta semana, com uso do FGTS como garantia e parcelamento em até 48 meses.

Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan após reunião com bancos

Nova fase do programa de renegociação de dívidas deve ser anunciada por Lula ainda esta semana, com uso do FGTS como garantia e parcelamento em até 48 meses.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

O governo federal deve anunciar ainda nesta semana a nova fase do programa Desenrola, que permitirá o uso do FGTS como garantia para renegociação de dívidas e parcelamento em até quatro anos, segundo o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

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Anúncio iminente após reunião com bancos

A informação foi confirmada por Durigan após reunião final com representantes dos maiores bancos do país para definir as condições do programa, conforme apurou a Folha de S.Paulo. Segundo ele, a expectativa é que a proposta seja levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sanção ainda esta semana. Os bancos participantes sinalizaram concordância com os termos, abrindo caminho para o lançamento oficial.

A nova fase, batizada informalmente de Desenrola 2.0, visa ampliar o alcance da primeira edição, que já beneficiou milhões de brasileiros, segundo dados do governo. A medida deve impactar especialmente devedores com renda de até dois salários mínimos, que terão condições mais vantajosas. A primeira fase era focada em pessoas com renda de até um salário mínimo.

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Novidades: FGTS e prazo estendido

De acordo com o G1 Economia, o uso do saldo do FGTS como garantia é a principal novidade. Isso reduz o risco para as instituições financeiras e pode viabilizar taxas de juros mais baixas e descontos maiores para os devedores. O parcelamento do saldo refinanciado poderá chegar a 48 meses, prazo significativamente superior ao da primeira fase, que era de até 12 meses, segundo a Folha de S.Paulo.

O programa será direcionado a brasileiros endividados com renda de até dois salários mínimos. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a expectativa é que o lançamento ocorra ainda nesta semana. A medida amplia o escopo da iniciativa anterior, que atendia pessoas com renda de até um salário mínimo.

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Impactos esperados no crédito e na economia

A nova fase do Desenrola ocorre em um cenário de pressão inflacionária e alta da conta de luz, conforme reportagem da CNN Brasil. A elevação dos custos de energia pode limitar a capacidade de pagamento dos devedores, mas a expectativa é que o programa ajude a reduzir a inadimplência das famílias de baixa renda.

Segundo analistas, a injeção de liquidez proporcionada pela renegociação pode estimular o consumo e ter efeitos positivos moderados sobre a economia. Além disso, a garantia do FGTS dá mais segurança aos bancos para conceder condições favoráveis, ampliando o potencial de recuperação de crédito. O programa também pode aliviar o superendividamento das famílias mais pobres, um problema crescente no país, de acordo com a CNN Brasil.

A primeira fase do Desenrola, lançada em 2023, renegociou cerca de R$ 50 bilhões em dívidas, segundo dados oficiais. A nova fase deve ter impacto ainda maior, considerando o aumento do limite de renda e o uso do FGTS. O governo trabalha para que o programa comece a funcionar logo após o anúncio presidencial, que deve ocorrer ainda esta semana.


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