O governo federal deve anunciar ainda nesta semana a nova fase do programa Desenrola, que permitirá o uso do FGTS como garantia para renegociação de dívidas e parcelamento em até quatro anos, segundo o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Anúncio iminente após reunião com bancos
A informação foi confirmada por Durigan após reunião final com representantes dos maiores bancos do país para definir as condições do programa, conforme apurou a Folha de S.Paulo. Segundo ele, a expectativa é que a proposta seja levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sanção ainda esta semana. Os bancos participantes sinalizaram concordância com os termos, abrindo caminho para o lançamento oficial.
A nova fase, batizada informalmente de Desenrola 2.0, visa ampliar o alcance da primeira edição, que já beneficiou milhões de brasileiros, segundo dados do governo. A medida deve impactar especialmente devedores com renda de até dois salários mínimos, que terão condições mais vantajosas. A primeira fase era focada em pessoas com renda de até um salário mínimo.
Novidades: FGTS e prazo estendido
De acordo com o G1 Economia, o uso do saldo do FGTS como garantia é a principal novidade. Isso reduz o risco para as instituições financeiras e pode viabilizar taxas de juros mais baixas e descontos maiores para os devedores. O parcelamento do saldo refinanciado poderá chegar a 48 meses, prazo significativamente superior ao da primeira fase, que era de até 12 meses, segundo a Folha de S.Paulo.
O programa será direcionado a brasileiros endividados com renda de até dois salários mínimos. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a expectativa é que o lançamento ocorra ainda nesta semana. A medida amplia o escopo da iniciativa anterior, que atendia pessoas com renda de até um salário mínimo.
Impactos esperados no crédito e na economia
A nova fase do Desenrola ocorre em um cenário de pressão inflacionária e alta da conta de luz, conforme reportagem da CNN Brasil. A elevação dos custos de energia pode limitar a capacidade de pagamento dos devedores, mas a expectativa é que o programa ajude a reduzir a inadimplência das famílias de baixa renda.
Segundo analistas, a injeção de liquidez proporcionada pela renegociação pode estimular o consumo e ter efeitos positivos moderados sobre a economia. Além disso, a garantia do FGTS dá mais segurança aos bancos para conceder condições favoráveis, ampliando o potencial de recuperação de crédito. O programa também pode aliviar o superendividamento das famílias mais pobres, um problema crescente no país, de acordo com a CNN Brasil.
A primeira fase do Desenrola, lançada em 2023, renegociou cerca de R$ 50 bilhões em dívidas, segundo dados oficiais. A nova fase deve ter impacto ainda maior, considerando o aumento do limite de renda e o uso do FGTS. O governo trabalha para que o programa comece a funcionar logo após o anúncio presidencial, que deve ocorrer ainda esta semana.











