segunda-feira, 27 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 174.042 pts▼ 1,97%DOW JONES 51.947 pts▼ 0,52%NASDAQ 24.976 pts▼ 2,78%S&P 500 7.412 pts▼ 1,16%DÓLAR R$ 5,09▲ 0,06%EURO R$ 5,80▲ 0,12%BITCOIN R$ 331.436▲ 1,00%ETHEREUM R$ 9.980▲ 4,08%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Economia

Brent cai abaixo de US$ 90 após dois dias sem ataques diretos entre EUA e Irã

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Queda devolve parte da alta da semana anterior, mas não garante alívio duradouro nos combustíveis.
  • Cotação teve forte oscilação no pregão e voltou a se aproximar de US$ 92 após a baixa inicial.
  • Trégua militar de dois dias reduziu o prêmio de risco sobre a oferta global.
  • Estreito de Ormuz segue no foco por concentrar cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 90 por barril na abertura dos mercados nesta segunda-feira (27), após Estados Unidos e Irã completarem o segundo dia consecutivo sem trocas de ataques militares diretos, reduzindo o prêmio de risco sobre a oferta global.

Publicidade

Às 4h25, no horário de Brasília, o Brent era cotado a US$ 86,64, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, estava em US$ 84,10. O movimento sucedeu as quedas de 3,88% do Brent e de 3,12% do WTI registradas na sexta-feira (24).

O contraponto está na própria dinâmica intradiária. O Brent chegou a cair mais de 7% nos primeiros minutos de negociação, ficou abaixo de US$ 90 e depois passou a ser negociado perto de US$ 92. O contrato futuro do Brent para setembro recuou 4,9%, a US$ 92,02, e o WTI cedeu 5%, para cerca de US$ 85.

Publicidade

Pausa nos ataques reduz prêmio de risco

A desescalada temporária ocorreu depois de Estados Unidos e Irã completarem dois dias consecutivos sem ataques militares diretos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. A pausa diminuiu, ao menos no início do pregão, o temor de interrupções no fornecimento e nas rotas de exportação de petróleo.

O Estreito de Ormuz segue no centro da leitura de risco do mercado porque concentra aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo. A oscilação desta segunda-feira mostra a tensão entre a desescalada militar e a possibilidade de novos episódios afetarem uma das principais rotas de transporte da commodity.

Publicidade

O histórico de 2026 reforça essa volatilidade. Em 26 de maio de 2026, o Brent subiu 3,58% após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã. Em 16 de julho de 2026, o barril chegou a US$ 85,26 em meio à tensão entre os dois países.

Preço menor alivia pressão, mas não garante repasse no Brasil

A queda do Brent afeta a leitura do mercado sobre combustíveis, inflação doméstica, câmbio e Petrobras, estatal brasileira de petróleo exposta à variação internacional dos preços. O dado central para o Brasil é o nível do barril: US$ 86,64 no Brent e US$ 84,10 no WTI às 4h25.

Publicidade

Esse recuo reduz a pressão imediata sobre as expectativas de custo, mas não equivale automaticamente a um corte nos preços dos combustíveis no país. Um eventual repasse da baixa internacional depende de decisões sobre a política de preços adotada no mercado brasileiro.

Mercado acompanha trégua e cotações durante o pregão

As referências desta segunda-feira mostram uma reação imediata à pausa nos ataques: Brent a US$ 86,64, WTI a US$ 84,10 e contrato futuro de setembro a US$ 92,02. A diferença entre as cotações também reflete os momentos e contratos considerados durante uma sessão de forte volatilidade.

Publicidade

A sustentação da baixa depende da continuidade da trégua e da ausência de novos ataques às rotas de exportação. Enquanto o risco militar persistir em torno do Estreito de Ormuz, responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo, os preços poderão continuar sujeitos a oscilações bruscas.


Publicidade