Correção — 21 de julho de 2026, às 14h39: uma versão anterior desta reportagem associou indevidamente a declaração de Tarcísio de Freitas a uma convenção partidária e a apoios a Ricardo Nunes e Guilherme Derrite. A fala foi dada em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, em 1º de junho. As informações incorretas foram removidas, e o título foi corrigido.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Fernando Haddad (PT) foi “o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”. A declaração foi dada em 1º de junho de 2026, durante entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan.
Tarcísio, que disputa a reeleição ao governo paulista, usou a comparação para criticar a gestão econômica de Haddad, ex-ministro da Fazenda e adversário na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
Em resumo:
- A declaração foi feita em entrevista à Jovem Pan em 1º de junho.
- Tarcísio relacionou a migração de empresas brasileiras ao Paraguai à carga tributária.
- A fala integra o embate eleitoral entre Tarcísio e Haddad pelo governo de São Paulo.
Tarcísio atribui saída de empresas à carga tributária
Na entrevista, o governador disse que empresas deixaram o Brasil em direção ao Paraguai depois de aumentos na carga tributária. “Ele se tornou o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai porque todas as empresas do Brasil foram para lá”, declarou.
Tarcísio também responsabilizou a condução da economia pelo endividamento de empresas e famílias, pelo crescimento das recuperações judiciais e pela piora das contas públicas. As afirmações representam a avaliação política do governador sobre a gestão de Haddad.
Paraguai atrai empresas com regime tributário diferenciado
De acordo com levantamento citado pelo Poder360, 232 empresas brasileiras passaram a operar no Paraguai desde 2007. Parte desse movimento está relacionada à Lei de Maquila, regime que oferece condições tributárias específicas para companhias estrangeiras voltadas à exportação.
O dado não permite atribuir toda a migração empresarial exclusivamente à gestão de Haddad. Decisões desse tipo podem envolver custos de produção, energia, mão de obra, logística, câmbio e acesso a mercados, além da tributação.
Disputa pelo governo paulista eleva o tom
A declaração ocorreu durante a pré-campanha pelo governo de São Paulo. Tarcísio também cobrou que Haddad apresente propostas para o estado e afirmou que o adversário tem concentrado sua atuação em críticas ao governo paulista.
A reportagem utilizada como fonte não relaciona a declaração a Ricardo Nunes, à Federação União Progressista ou ao lançamento de Guilherme Derrite ao Senado.









