A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026. No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio.
A vantagem é de seis pontos percentuais. O dado mais relevante da rodada, porém, está na comparação com o levantamento anterior do próprio BTG/Nexus: Lula tinha 42% em 29 de junho e agora marca 40%. Flávio Bolsonaro permaneceu no mesmo patamar, com 34%.
Na prática, a distância entre os dois diminui pelo recuo do presidente, não por avanço do senador. A pesquisa preserva Lula na liderança, mas reforça um quadro de disputa comprimida entre os dois nomes que hoje concentram a polarização eleitoral.
Segundo turno fica em 47% a 44%
No confronto direto de segundo turno, Lula registra 47%, e Flávio Bolsonaro aparece com 44%. A diferença de três pontos deixa a simulação mais apertada do que o cenário de primeiro turno e mantém a eleição em terreno de alta competitividade.
Os índices de rejeição ajudam a explicar esse estreitamento. Lula tem 46% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 50%. A leitura política é que o presidente ainda lidera, mas encontra resistência elevada; o senador, por sua vez, mantém base estável, mas também enfrenta rejeição majoritária.
A rodada anterior do BTG/Nexus já havia indicado perda de folga para Lula no confronto com Flávio. Em 29 de junho, o presidente aparecia com 42% no primeiro turno, e o senador, com 34%. Na simulação de segundo turno daquela rodada, os dois estavam empatados numericamente.
Recuo de Lula muda o sinal da rodada
O movimento de dois pontos para baixo não altera a posição de Lula na dianteira, mas muda o sinal político da pesquisa. A liderança continua, só que menor do que a registrada no fim de junho. Para o governo, o alerta está na dificuldade de ampliar vantagem em um cenário ainda distante da campanha oficial.
Para Flávio Bolsonaro, o resultado combina estabilidade e pressão. O senador não cresce no primeiro turno, mas chega a 44% no segundo turno e reduz a distância numérica em relação ao presidente. O dado sustenta a tese de que o bolsonarismo mantém força eleitoral mesmo sem Jair Bolsonaro como nome direto da simulação.
Outras pesquisas recentes também vêm mostrando uma disputa nacional concentrada em torno de Lula e nomes ligados ao campo bolsonarista. Em levantamento Datafolha citado em maio, por exemplo, Lula aparecia com 41% contra 22% de Michelle Bolsonaro em cenário de primeiro turno. Em julho, outro levantamento indicou vantagem de 6,5 pontos de Lula sobre Flávio no segundo turno.
Margem apertada aumenta peso das próximas rodadas
A pesquisa BTG/Nexus não muda, sozinha, o desenho da eleição: Lula segue como favorito no recorte divulgado, e Flávio Bolsonaro aparece como adversário competitivo. O que ela acrescenta é a direção da série: o presidente perde dois pontos, enquanto o senador não sai dos 34%.
A divulgação desta rodada não detalha margem de erro, tamanho da amostra, período de entrevistas nem registro eleitoral. Sem esses parâmetros técnicos informados junto aos percentuais, a variação de Lula deve ser tratada como sinal político da série, não como prova isolada de mudança consolidada no eleitorado.
O próximo teste para a corrida será verificar se Lula recupera os dois pontos perdidos nas novas medições ou se Flávio Bolsonaro transforma a estabilidade em aproximação real. Por ora, o retrato é claro: Lula lidera no primeiro turno por 40% a 34%, mas o segundo turno aparece numericamente apertado, em 47% a 44%.











