segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Agronegócio

Soja volta a R$ 140 nos portos e atinge maior nível desde janeiro

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A valorização reflete embarques imediatos aquecidos e a postura retraída dos produtores, que seguram a soja à espera de preços maiores.
  • Em julho, o indicador Cepea/Esalq acumula alta de 5% nos portos brasileiros.
  • O Brasil exportou 14,49 milhões de toneladas de soja em junho, reforçando a pressão sobre os preços internos.

O preço da soja superou os R$ 140 por saca nos portos brasileiros, impulsionado por demanda externa aquecida e retração de vendedores, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira (13).

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O indicador Cepea/Esalq registrou R$ 140,25 em Paranaguá na última quinta-feira (10), patamar nominal que não era observado desde janeiro, antes da entrada da safra 2025/26. A cotação reflete a combinação de embarques imediatos aquecidos e a postura retraída dos produtores, que seguram a oferta à espera de novas altas.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 14,49 milhões de toneladas de soja em junho, volume que reforça a pressão sobre os preços internos. A demanda global, a valorização dos contratos futuros e a distribuição irregular de chuvas no Hemisfério Norte também contribuíram para o movimento, segundo o Cepea.

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Patamar não visto desde janeiro

A última vez que a saca de soja operou acima de R$ 140 nos portos foi no início de 2026, antes do pico da colheita da safra atual. Desde então, os preços vinham pressionados pela oferta abundante. A virada ocorreu nas últimas semanas: somente em julho, o indicador Cepea/Esalq acumula alta de 5%.

O movimento dá sequência à disparada observada no início do mês, quando o PIRANOT mostrou que a soja subiu até R$ 3 no Brasil após alta de 4,20% na Bolsa de Chicago. Na ocasião, o contrato de julho fechou a US$ 11,84 por bushel, puxado pelo clima quente nos Estados Unidos.

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Volume retido ainda é incógnita

Apesar da força dos preços, não há estimativa oficial sobre o volume de soja que ainda está nas mãos dos produtores para comercialização imediata. Essa lacuna dificulta projetar se a alta atual tem fôlego para se sustentar ou se é um movimento pontual de entressafra.

A variação cambial também influencia a decisão de retenção. Com o dólar oscilando, os produtores avaliam o momento mais vantajoso para fechar negócios. O mercado spot permanece volátil, e analistas alertam que oscilações diárias podem rapidamente alterar a referência de R$ 140.


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