terça-feira, julho 7
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Política

PF faz buscas contra indicado de Flávio Bolsonaro ao Senado em caso de R$ 7,6 bi

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A PF cumpriu mandados de busca nesta terça contra Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo indicado por Flávio Bolsonaro ao Senado.
  • A investigação apura movimentação financeira suspeita de R$ 7,6 bilhões em postos de combustível no Rio de Janeiro.
  • Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, estava na mesma chapa como suplente de Canella.
  • A operação pressiona Flávio Bolsonaro em momento crítico, quando ele já se coloca como pré-candidato à Presidência da República.
  • A ação policial se soma a investigações anteriores que já atingiram o entorno do senador fluminense.

A Polícia Federal fez buscas nesta terça-feira (7) contra Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e nome indicado por Flávio Bolsonaro para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro, em uma investigação sobre lavagem de R$ 7,6 bilhões no setor de postos de combustíveis.

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A ação integra a Operação Unha e Carne, deflagrada para rastrear movimentações financeiras suspeitas atribuídas a uma rede ligada a postos no estado. Canella aparece no centro político do caso porque vinha sendo tratado como aposta do grupo de Flávio para a chapa fluminense ao Senado.

O elo eleitoral aumentou o peso da operação. Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, foi anunciada como suplente de Canella na composição. A presença dela na chapa transformou uma investigação sobre lavagem de dinheiro em um problema também para a estratégia nacional do senador, que se movimenta como pré-candidato à Presidência da República.

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Operação atinge aliança montada no Rio

Canella governou Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e construiu uma base política relevante em uma das regiões mais populosas do estado. A aproximação com Flávio Bolsonaro fazia parte de uma costura mais ampla entre PL e Republicanos para organizar candidaturas em estados estratégicos, entre eles Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso.

No Rio, a escolha de um nome competitivo para o Senado tem importância dupla: ajuda a sustentar a palanque estadual e serve como vitrine para a pré-campanha presidencial de Flávio. Por isso, uma operação da PF contra o principal indicado à vaga cria desgaste imediato, ainda que Canella figure como investigado, e não como réu ou condenado.

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Histórico amplia o desgaste para Flávio Bolsonaro

A nova operação reacende a associação entre investigações financeiras e o entorno político de Flávio Bolsonaro. O senador já foi alvo do caso das chamadas “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que envolveu suspeitas de apropriação de parte dos salários de assessores e lavagem de dinheiro. Flávio sempre negou irregularidades e não há condenação contra ele no caso.

O episódio ocorre em uma fase de maior exposição do senador. Em junho, levantamento sobre sua atuação parlamentar mostrou ausência em 43% das votações nominais do Senado em 2026, dado explorado por adversários em meio à pré-campanha. Pesquisas recentes também colocaram Flávio em empate técnico com o presidente Lula em simulações de primeiro e segundo turno.

A consequência prática da operação é política antes de ser judicial: a chapa de Canella passa a carregar o desgaste de uma investigação bilionária, e a permanência de Rogéria Bolsonaro como suplente tende a ser reavaliada pelo grupo de Flávio. No campo criminal, o avanço do caso dependerá do resultado das buscas e das decisões judiciais sobre os elementos recolhidos pela PF.


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