terça-feira, julho 7
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Política

Defesa de Bolsonaro diz ao STF que espingarda está em importadora no RS

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Moraes mandou entregar à Polícia Federal armas registradas em nome do ex-presidente.
  • Defesa afirma que a calibre 12 nunca saiu de uma importadora em Caxias do Sul.
  • Exército havia informado a devolução de seis armas e a falta de outras duas.
  • A importadora gaúcha citada pela defesa não foi identificada publicamente.
  • Ordem judicial envolve dez armamentos ligados a Bolsonaro no processo.

A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (7) que a espingarda calibre 12 registrada em nome do ex-presidente está em uma importadora de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A arma havia sido apontada pelo Exército como não localizada no batalhão de Brasília.

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A manifestação foi apresentada no processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a entrega à Polícia Federal dos armamentos registrados em nome de Bolsonaro. A ordem fixou prazo de 48 horas para o cumprimento da medida.

O Exército informou na segunda-feira (6) que entregou seis armas à PF, mas disse que duas não estavam sob sua guarda em Brasília: uma pistola Glock e a espingarda calibre 12. Com a nova petição, a defesa sustenta que a espingarda nunca saiu da importadora gaúcha.

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A correção desloca o ponto central da discussão: não se trata apenas de uma arma não encontrada no quartel, mas de definir quem tem a custódia real do equipamento e como a decisão de Moraes será cumprida fora de Brasília.

Entrega à PF fica incompleta

A ordem do Supremo alcança dez armamentos registrados em nome de Bolsonaro. Até agora, seis chegaram à Polícia Federal. A pistola Glock segue como item não localizado pelo Exército, enquanto a espingarda passou a ter paradeiro indicado pela defesa no Rio Grande do Sul.

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A diferença entre o total de armas alcançadas pela decisão e o número já entregue mantém a execução da ordem sob acompanhamento direto do Supremo. A partir da informação apresentada pela defesa, Moraes deve definir o procedimento para recolher ou formalizar a entrega da espingarda em Caxias do Sul.

A petição não transforma a defesa em alvo de acusação por ocultação da arma. O fato novo é a retificação do endereço da espingarda e a necessidade de o STF ajustar o cumprimento da decisão ao local indicado pelos advogados.

O próximo passo prático é a decisão do relator sobre como a espingarda será incorporada ao cumprimento da ordem judicial. A pistola Glock permanece como a pendência mais sensível entre os itens que o Exército informou não ter localizado em Brasília.


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