terça-feira, julho 7
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Economia

Meta enfrenta pedido de US$ 1,4 tri em ação sobre segurança juvenil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Valor citado pela empresa ainda depende de julgamento marcado para agosto
  • Estados acusam Facebook e Instagram de estimular uso compulsivo entre menores
  • Meta nega irregularidades e contesta a metodologia usada para calcular a multa
  • Juíza já havia rejeitado tentativa da companhia de encerrar o processo em junho

A Meta Platforms afirmou em petição judicial protocolada na segunda-feira (6), em Oakland, que quatro estados americanos buscam US$ 1,4 trilhão em multas por suposto design viciante de suas redes sociais para jovens.

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O valor foi atribuído pela empresa aos estados de Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, autores da ação federal. A cifra não é condenação: o julgamento está marcado para agosto, e um júri ainda terá de decidir responsabilidade e eventual penalidade.

A Meta contesta o cálculo e afirma que uma sanção desse porte não tem precedente na história do direito do consumidor nos Estados Unidos. O caso ganhou nova etapa depois que, em 30 de junho, a juíza rejeitou o pedido da empresa para encerrar a ação, como mostrou o PIRANOT na cobertura anterior sobre a derrota da Meta.

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Multa estimada equivale a 92% do valor de mercado da Meta

A petição citada pela imprensa econômica, incluindo Valor Econômico e O Globo, coloca a estimativa de US$ 1,4 trilhão no centro da disputa antes do julgamento. O montante corresponde a 92% do valor de mercado informado da Meta, de US$ 1,52 trilhão.

A comparação mostra a escala financeira do litígio, mas não antecipa o resultado. Os estados acusam a companhia de desenhar Facebook e Instagram de modo a estimular uso compulsivo entre menores de idade. A Meta nega a base da punição pretendida e tenta afastar a metodologia apresentada pelos autores.

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Ação reúne quatro estados em ofensiva contra plataformas

O processo faz parte de uma ofensiva regulatória e judicial de dezenas de estados americanos contra big techs por impactos na saúde mental de menores. Nesta ação, a frente é conduzida por Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.

A sequência recente começou em 30 de junho, quando a juíza negou a tentativa da Meta de arquivar o caso. Em 6 de julho, a empresa protocolou o documento com a estimativa atribuída aos estados. Nesta terça-feira (7), a cifra passou a orientar a leitura pública sobre o tamanho do risco jurídico.

Julgamento de agosto ainda definirá responsabilidade e sanção

O próximo passo confirmado é o julgamento previsto para agosto. A data exata de abertura e o cronograma de depoimentos ainda dependem de publicação oficial do tribunal, assim como a forma final de apresentação da conta de US$ 1,4 trilhão ao júri.

Até lá, a disputa central será dupla: os estados tentarão sustentar que o desenho das plataformas causou dano a jovens, enquanto a Meta buscará derrubar a base legal e econômica da penalidade. Qualquer pagamento dependerá de veredicto, definição judicial e eventuais recursos.


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