terça-feira, julho 7
MERCADO
IBOVESPA 172.021 pts▼ 1,29%DOW JONES 52.925 pts▲ 0,05%NASDAQ 25.819 pts▼ 0,05%S&P 500 7.504 pts▲ 0,28%DÓLAR R$ 5,17▲ 0,53%EURO R$ 5,90▲ 0,18%BITCOIN R$ 327.553▼ 0,52%ETHEREUM R$ 9.152▼ 1,04%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
AGRO
BOI GORDO R$ 326,60 /@▲ 0,05%SOJA R$ 139,71 /sc▲ 0,50%MILHO R$ 64,31 /sc▲ 0,48%CAFÉ ARÁBICA R$ 1.737,76 /sc▼ 2,78%AÇÚCAR R$ 93,87 /sc▲ 2,10%ETANOL HIDRATADO R$ 2,24 /litro▼ 0,84%ALGODÃO ¢R$ 412,63 /lp▲ 0,72%TRIGO R$ 1.364,03 /t▲ 0,07%FRANGO R$ 7,18 /kg▲ 0,00%SUÍNO R$ 8,61 /kg▲ 0,00%DÓLAR R$ 5,17▲ 0,54%
Publicidade
Agronegócio

Hugo Motta mantém PLP dos combustíveis na pauta apesar de resistência do PT

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Hugo Motta marcou a análise do PLP 114/2026 para esta terça-feira em Brasília
  • A bancada do PT afirma que a votação da proposta perdeu necessidade
  • O texto envolve tributação, subvenções e competitividade do etanol nacional
  • O agro vê impacto direto em regiões produtoras de cana-de-açúcar como Piracicaba
  • A pauta ainda pode ser alterada pela presidência da Câmara antes da sessão

O presidente da Câmara, Hugo Motta, mantém o Projeto de Lei Complementar 114/2026, conhecido como PLP dos Combustíveis, na pauta desta terça-feira (7), em Brasília. A decisão coloca a proposta no centro de uma disputa entre setores do agro, especialmente o sucroenergético, e a bancada do PT, que passou a defender que a votação perdeu necessidade.

Publicidade

O projeto interessa diretamente a produtores de cana-de-açúcar e etanol porque trata de regras ligadas a tributação, subvenções e condições de competitividade dos combustíveis. A Frente Parlamentar da Agropecuária acompanha o tema desde a reunião de 23 de junho com Motta e representantes do setor sucroenergético, em uma semana marcada por pressão do campo sobre o Congresso.

A resistência petista foi vocalizada pelo líder do partido na Câmara, Pedro Uczai. A avaliação da bancada é que já não haveria necessidade de votar o PLP dos Combustíveis neste momento. Do outro lado, integrantes do setor produtivo veem risco de perda de competitividade do etanol caso o Congresso não avance em uma solução antes do prazo associado à subvenção, citado para 9 de julho de 2026.

Publicidade

Etanol vira ponto de pressão entre agro e governo

O embate tem peso especial em regiões produtoras de cana-de-açúcar, como Piracicaba, onde a cadeia do etanol depende de previsibilidade tributária e de regras capazes de preservar a concorrência com combustíveis fósseis. Para o setor, a discussão não se limita a uma votação em plenário: envolve custo de produção, planejamento das usinas e capacidade de manter o biocombustível competitivo no mercado.

O governo, por sua vez, resiste a medidas que possam ampliar pressões sobre a arrecadação da União. É nesse ponto que o PLP 114/2026 concentra a tensão política: a proposta tenta acomodar demanda do setor sucroenergético, mas esbarra na cautela fiscal do Executivo e na posição da bancada governista na Câmara.

Publicidade

A Câmara já vinha recebendo pressão semelhante em outras frentes do agro. Em julho, avançou uma proposta de subsídio de R$ 12 por tonelada para a cana do Nordeste, outro movimento em que produtores buscaram compensação econômica no Congresso. O PLP dos Combustíveis entra nessa mesma trilha: uma pauta setorial com impacto direto sobre custos e disputa por espaço no orçamento público.

Votação depende de acordo no plenário

A manutenção do texto na pauta não garante votação nem aprovação nesta terça-feira. Como presidente da Câmara, Motta ainda controla a ordem dos itens e pode conduzir a sessão de acordo com o nível de acordo entre líderes partidários. Se houver entendimento, o PLP 114/2026 avança; se a resistência do PT prevalecer, a proposta tende a enfrentar adiamento, obstrução ou retirada da agenda.

Para o setor sucroenergético, o ponto prático é saber se a Câmara dará uma resposta antes de 9 de julho, data-limite associada à subvenção. Até lá, usinas, produtores de cana e polos de etanol seguem pressionando por uma definição que reduza a incerteza sobre tributação e competitividade.

A decisão imediata está nas mãos de Motta: manter a votação, negociar um acordo ou retirar o PLP dos Combustíveis da pauta. O resultado definirá se a Câmara transforma a pressão do agro em deliberação concreta ou empurra a disputa para uma nova rodada de negociação com o governo.


Publicidade