A soja subiu até R$ 3 por saca no mercado físico brasileiro nesta segunda-feira (6), puxada pela alta de 4,20% na Bolsa de Chicago e pelo clima quente nos Estados Unidos.
O contrato de julho de 2026 fechou a US$ 11,84 por bushel na Bolsa de Chicago, referência internacional para a commodity. No Brasil, o preço nos portos chegou a R$ 140 por saca, enquanto o dólar comercial encerrou a R$ 5,1324 na venda.
A alta melhora a receita de produtores e exportadores com soja disponível, mas eleva o custo da matéria-prima para indústrias de óleo e ração animal. A base de comparação do avanço de até R$ 3 por saca não foi detalhada nos levantamentos de mercado divulgados nesta segunda.
O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, atribuiu o movimento ao avanço externo da soja depois da retomada das operações nos Estados Unidos, conforme levantamento publicado pelo Canal Rural. O contraponto do dia foi o câmbio: a queda do dólar reduziu parte do ganho que normalmente seria repassado ao preço interno.
Chicago supera queda do dólar no preço interno
A sequência começou com a reabertura da Bolsa de Chicago após o feriado nos Estados Unidos. As previsões de calor no Corn Belt elevaram a percepção de risco sobre a safra norte-americana, e os contratos futuros reagiram com forte alta no pregão.
No mercado brasileiro, a formação de preço replica Chicago, câmbio e prêmios de exportação nos portos de Paranaguá e Santos. Nesta segunda, a variação internacional foi forte o suficiente para compensar o dólar mais baixo e levar a saca ao patamar de R$ 140 no porto.
O peso da soja na pauta externa brasileira dá escala ao movimento. Em abril, o PIRANOT mostrou que as exportações do agro cresceram 11,7% e bateram recorde de US$ 16,65 bilhões, dado que ajuda a explicar por que oscilações em Chicago afetam renda rural, fluxo exportador e decisões de comercialização no país.
Dólar e portos definem se a alta continua
O próximo teste para o preço físico será a combinação entre novos fechamentos em Chicago, trajetória do dólar e prêmios nos portos. Se a moeda norte-americana continuar recuando, parte da alta externa pode deixar de chegar integralmente ao produtor brasileiro.
Também não há, nos dados divulgados nesta segunda, identificação nominal de tradings atuando nos portos nem cálculo do impacto financeiro para as indústrias esmagadoras. Para o mercado, os pontos decisivos agora são o fechamento consolidado dos próximos pregões e a reação das praças físicas brasileiras.









