segunda-feira, julho 6
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Economia

Engie vai ao mercado captar até R$ 10,5 bi e consolidar fatia de Jirau

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Oferta será liquidada com novas ações da Engie Brasil, sem desembolso de caixa pela companhia
  • Participação de 40% em Jirau foi avaliada em R$ 5,744 bilhões na transação
  • Lote adicional pode levar a emissão total a 326,7 milhões de ações ordinárias
  • Companhia também aprovou R$ 700 milhões em debêntures para reforçar a estrutura de capital
  • Incorporação elimina holding intermediária e simplifica a governança do ativo

A Engie Brasil Energia protocolou nesta segunda-feira (6) uma oferta pública primária de ações que pode movimentar até R$ 10,5 bilhões e reorganizar sua participação na Usina Hidrelétrica de Jirau, um dos ativos mais relevantes de geração do país.

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A operação prevê a emissão inicial de 178.718.109 ações ordinárias da companhia, negociadas sob o código EGIE3. Os recursos serão usados para incorporar a fatia de 40% de Jirau hoje detida pela controladora francesa Engie SA, participação avaliada em cerca de R$ 5,7 bilhões. Como a compra será paga com novas ações, a empresa evita desembolso de caixa, mas aumenta a base acionária.

O desenho do follow-on permite ainda um lote adicional de até 147.976.807 ações, caso a demanda dos investidores justifique a ampliação da oferta. Na prática, a Engie testa o apetite do mercado por uma transação de grande porte no setor elétrico e, ao mesmo tempo, transfere para dentro da companhia aberta uma participação que já estava no grupo econômico.

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Oferta troca caixa por diluição

Por ser uma oferta primária, os papéis emitidos entram no capital da Engie Brasil. Isso tende a diluir a fatia dos acionistas que não acompanharem a operação, embora fortaleça a estrutura patrimonial da companhia e resolva a aquisição de Jirau sem pressionar imediatamente o caixa.

A incorporação também simplifica a estrutura societária do ativo. A fatia de Jirau deixa de ficar na holding intermediária Engie Brasil Participações e passa para a Engie Brasil Energia, aproximando o ativo operacional da companhia listada na B3. A controladora francesa receberá ações da subsidiária brasileira como contrapartida pela participação.

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Conselho aprova R$ 700 milhões em debêntures

Além da oferta de ações, o conselho de administração aprovou a emissão de R$ 700 milhões em debêntures simples. A captação em dívida reforça a estrutura de capital em paralelo ao aumento de capital, em um momento em que empresas de energia voltam a ocupar espaço nas operações de mercado.

A movimentação ocorre poucos dias depois de outra companhia do setor, a ISA Energia, avaliar uma oferta subsequente de R$ 650 milhões. O sinal para a B3 é claro: ativos de infraestrutura elétrica seguem no radar de investidores institucionais, especialmente quando combinam geração de caixa previsível, contratos de longo prazo e escala.

Preço das ações sai em 14 de julho

O preço final por ação será definido no processo de bookbuilding, etapa em que bancos coordenadores medem a demanda dos investidores. A precificação está prevista para 14 de julho, conforme o cronograma preliminar da oferta.

Até lá, o mercado vai calibrar o desconto exigido para absorver a emissão e medir o efeito da diluição sobre os atuais acionistas. Se a demanda sustentar o lote adicional, a Engie amplia o tamanho da operação e consolida Jirau sob controle direto da companhia aberta.


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