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Brasil

Âmbar falta a audiência sobre apagões e promete R$ 2,3 bi no Amazonas

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Fiscalização e próximos passos A comissão da Câmara deve convocar novamente a Âmbar para prestar esclarecimentos, segundo declararam parlamentares ao final da audiência.
  • Deputados cobraram explicações da empresa sobre as interrupções no fornecimento, enquanto representantes do Ministério de Minas e Energia e da Aneel acompanharam o debate.
  • Menos de 24 horas depois, em 1º de julho, a Âmbar anunciou um plano de investimento de R$ 2,34 bilhões para modernizar a rede entre 2026 e 2028.
  • O evento foi o primeiro grande teste público de transparência da concessionária desde que substituiu a Amazonas Energia, em 17 de abril.
  • Herança de falhas estruturais O Amazonas enfrenta um histórico de interrupções no fornecimento, tarifas elevadas e inadimplência elevada — desafios que a Âmbar herdou ao assumir a concessão.

A Âmbar Energia não enviou representante à audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para discutir os apagões no Amazonas, estado que convive com interrupções recorrentes no fornecimento, tarifas elevadas e dificuldades logísticas na distribuição de energia. A ausência da concessionária virou o centro do debate entre parlamentares, que cobraram explicações sobre a qualidade do serviço prestado à população.

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A empresa assumiu a distribuição de energia no estado em 17 de abril, no lugar da Amazonas Energia, em uma concessão marcada por crise operacional, alta inadimplência e desafios de atendimento em áreas de difícil acesso. Para deputados que participaram da sessão, a falta de comparecimento agravou a pressão por transparência justamente no primeiro grande teste público da nova gestão diante do Congresso.

Horas depois do debate, a Âmbar anunciou um plano de cerca de R$ 2,3 bilhões em investimentos para a rede elétrica do Amazonas. A previsão apresentada pela companhia envolve ações de modernização e expansão entre 2026 e 2028, mas ainda não resolve a principal cobrança feita na audiência: quando os consumidores perceberão redução efetiva nas falhas de fornecimento.

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Cobrança mira serviço recém-assumido pela concessionária

Na audiência, parlamentares trataram a crise energética como um problema que ultrapassa a troca de controle da concessão. O Amazonas tem uma rede pressionada por longas distâncias, dependência de transporte por rios, comunidades isoladas e custos operacionais superiores aos de estados com malha urbana mais concentrada.

Esse cenário torna mais difícil a manutenção de linhas, subestações e equipamentos, mas não elimina a obrigação de garantir regularidade no serviço. A cobrança na Câmara recaiu sobre a capacidade da nova concessionária de apresentar um plano de resposta para interrupções, manutenção preventiva e atendimento ao consumidor.

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Representantes do poder público acompanharam a discussão, que também envolveu a atuação da Aneel, responsável por regular e fiscalizar a distribuição de energia. A agência terá papel central na verificação das metas de qualidade e na cobrança do cumprimento dos investimentos anunciados pela empresa.

Investimento bilionário aumenta pressão por prazos

O anúncio de investimento deu à Âmbar uma resposta institucional à crise, mas também elevou a exigência por cronograma. Sem metas públicas detalhadas por município, prazo de obras e indicadores de melhoria, o valor bilionário ainda não se traduz em garantia imediata de estabilidade para os consumidores.

A concessão atende um estado com cerca de 4 milhões de habitantes e tem impacto direto sobre residências, comércio, indústria e serviços essenciais. Em regiões onde a logística depende de balsas e aviões, cada falha na distribuição tende a demorar mais para ser corrigida e a produzir efeitos mais amplos sobre a economia local.

Deputados indicaram que a concessionária deve voltar a ser chamada para prestar esclarecimentos. O próximo passo prático é a Câmara cobrar da Âmbar a apresentação de prazos, metas de qualidade e medidas de curto prazo para reduzir as interrupções, enquanto a Aneel acompanha a execução dos compromissos assumidos na concessão.


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