quinta-feira, julho 2
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Política

Renan Santos escolhe tenente-coronel da reserva para vice na disputa de 2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão, Renan Santos, anunciou na noite desta quarta-feira (1) o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina como seu vice na chapa para as eleições de 2026.
  • Medina, de 62 anos, é tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista de formação.
  • Renan Santos, de 42 anos, enfrenta uma decisão judicial de inelegibilidade por cinco anos que ainda aguarda recurso.
  • Em meio à corrida, outros presidenciáveis como Ronaldo Caiado e Lula também já anunciaram seus vices.
  • Medina defende pautas como segurança pública e desenvolvimento regional, e sua presença na chapa pode ajudar Renan Santos a dialogar com setores do centro e da direita, especialmente no Sul do país.

O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão, escolheu o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina para ocupar a vaga de vice em sua chapa nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, e antecipa uma das principais definições da campanha antes da convenção nacional da legenda, marcada para 1º de agosto, em São Paulo.

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Medina, 62, é oficial da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista de formação. Ele vinha se apresentando como pré-candidato ao Senado pelo estado, mas abriu mão da disputa para integrar a chapa presidencial de Santos. A escolha leva para a campanha um nome identificado com segurança pública, com atuação política no Sul e com trânsito em setores mais conservadores do eleitorado.

A composição chama atenção porque Santos tenta consolidar uma candidatura nacional por um partido que se apresenta como de esquerda, enquanto Medina construiu parte de sua imagem pública em torno da carreira militar. Na prática, o movimento busca ampliar o alcance do Missão fora de seu núcleo original e testar uma ponte com eleitores do Sul, região em que a pauta da segurança costuma ter peso eleitoral elevado.

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Quem é Aroldo Medina

Gaúcho, Medina fez carreira na Brigada Militar e passou para a reserva como tenente-coronel. Também atua na comunicação e já se apresentou em disputas eleitorais no Rio Grande do Sul, com candidaturas a cargos no Executivo e no Legislativo estadual e municipal. A entrada na chapa presidencial muda o patamar de sua exposição política e o coloca como peça de uma estratégia nacional do Missão.

Para Santos, o vice oferece dois ativos imediatos: uma conexão regional com o Rio Grande do Sul e uma biografia associada à segurança pública. Para Medina, a decisão representa a troca de uma campanha estadual por uma disputa de alcance nacional, ainda dependente dos ritos partidários e do cenário jurídico do cabeça de chapa.

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Chapa ainda depende de convenção e de recurso

A candidatura de Renan Santos ainda convive com uma decisão judicial que o tornou inelegível por cinco anos. O pré-candidato recorre, e o desfecho do caso pode interferir diretamente na viabilidade da chapa. Mesmo com o anúncio do vice, a formalização eleitoral só ocorre na convenção nacional do Missão.

A convenção de 1º de agosto deve oficializar a composição e organizar a etapa seguinte da campanha, incluindo alianças regionais e a estrutura da disputa presidencial. Até lá, a escolha de Medina funciona como sinal político: Santos tenta apresentar uma chapa com identidade própria, capaz de disputar espaço em um ambiente marcado pela polarização e pela busca de apoios nos estados.


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