quinta-feira, julho 2
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Política

Michelle adia definição sobre Senado e PL mantém Izalci como plano no DF

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta quarta-feira (1º) que Michelle Bolsonaro ainda não definiu se será candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de outubro.
  • A senadora disse que Michelle 'está avaliando, orando e decidirá no tempo de Deus'.
  • A renúncia ao PL Mulher e o vácuo partidário Michelle Bolsonaro pediu desligamento da presidência do PL Mulher em 24 de junho, cargo que usava como plataforma de articulação política para o Senado.
  • O deputado federal Izalci Lucas (PL-DF) já se prepara para entrar na disputa caso a ex-primeira-dama desista, conforme revelou o PIRANOT na véspera.
  • Se Michelle não anunciar até o fim de julho, a legenda deve oficializar o nome de Izalci Lucas para evitar perder o prazo.

Michelle Bolsonaro ainda não definiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, e a demora começa a reorganizar os movimentos do PL no estado. Aliados da ex-primeira-dama afirmam que ela mantém a candidatura em aberto e só pretende anunciar a decisão no “momento certo”, sem se submeter, por ora, à pressão de dirigentes que querem fechar a chapa conservadora.

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das principais aliadas de Michelle, disse nesta quarta-feira (1º) que a ex-primeira-dama ainda avalia o caminho eleitoral. A fala reforça a leitura de que Michelle segue no centro do tabuleiro da direita no Distrito Federal, mas evita transformar a pré-candidatura em compromisso público antes de resolver resistências políticas e familiares.

O impasse ganhou peso depois da saída de Michelle da presidência do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023 e que funcionava como vitrine nacional para sua atuação política. Sem ela à frente da estrutura feminina do partido, o PL perde temporariamente uma plataforma de mobilização que ajudava a projetar a ex-primeira-dama para além do eleitorado bolsonarista tradicional.

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PL tenta evitar vácuo na chapa do Distrito Federal

A indefinição abre espaço para Izalci Lucas, nome do PL no Distrito Federal que já se movimenta como alternativa caso Michelle desista da disputa. A legenda quer preservar a força do campo conservador no estado, onde a ex-primeira-dama tem apelo junto ao eleitorado bolsonarista, mas precisa manter uma opção competitiva se ela decidir não concorrer.

Dirigentes do partido avaliam que a candidatura de Michelle teria maior capacidade de nacionalizar a eleição ao Senado e mobilizar a base ligada a Jair Bolsonaro. O custo da espera, porém, é a paralisia da articulação local: aliados, pré-candidatos e lideranças regionais evitam bater o martelo enquanto a principal aposta do grupo não comunica sua decisão.

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Nos bastidores, a saída do PL Mulher também é lida como sinal de desgaste no entorno bolsonarista. Michelle deixou de seguir Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro nas redes sociais, gesto que ampliou a percepção de distanciamento dentro da família. Ainda assim, interlocutores próximos afirmam que a candidatura ao Senado não foi descartada.

Damares segura a pressão e Izalci fica à espera

Damares atua para reduzir a cobrança pública sobre Michelle e sustenta que a decisão cabe à ex-primeira-dama. A senadora, que também tem base no Distrito Federal, tenta evitar que a demora seja interpretada como desistência automática ou como sinal de ruptura definitiva com o projeto eleitoral do PL.

Para o partido, o dilema é simples: Michelle é o nome de maior visibilidade, mas Izalci oferece uma rota de segurança se ela optar por ficar fora da disputa. Até que a ex-primeira-dama anuncie seu caminho, o PL mantém as duas frentes abertas — preserva o palanque mais forte e, ao mesmo tempo, prepara uma alternativa para não chegar atrasado à montagem da chapa.


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