domingo, junho 28
MERCADO
IBOVESPA 173.295 pts▲ 1,64%DOW JONES 51.876 pts▲ 0,05%NASDAQ 25.298 pts▼ 0,70%S&P 500 7.354 pts▼ 0,06%DÓLAR R$ 5,18▲ 0,00%EURO R$ 5,92▲ 0,00%BITCOIN R$ 307.194▼ 1,46%ETHEREUM R$ 8.079▼ 0,99%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
Publicidade
Economia

Desembargador suspende venda da fatia da Oi na V.tal por R$ 4,5 bilhões

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Medida foi tomada por desembargador do Rio neste domingo
  • Suspensão impede avanço da homologação do acordo nesta fase
  • Proposta envolve fatia da tele na V.tal e pesa na recuperação
  • Ainda não há cronograma definido para retomada da análise
  • Investidores acompanham efeito sobre ações na B3 e no exterior

Um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a homologação da venda da participação da Oi na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões. A decisão trava um acordo que havia sido homologado em abril pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial, e devolve ao Judiciário o controle sobre um dos ativos mais relevantes da recuperação judicial da telefônica.

Publicidade

A proposta foi apresentada por fundos geridos pelo BTG Pactual e prevê o pagamento de R$ 4,5 bilhões à vista, mais um earn-out contingente de até R$ 500 milhões, pela fatia de aproximadamente 26,27% que a Oi detém na V.tal — operadora de infraestrutura de rede neutra. O valor está abaixo do preço mínimo de R$ 12,3 bilhões definido no processo, o que motivou a resistência de credores desde o início das negociações.

Credores rejeitaram acordo antes da homologação

Os principais credores financeiros da Oi já haviam rejeitado a oferta do BTG em audiência realizada em 30 de março. O grupo representado pelo UMB Bank, detentor de notas da chamada Opção de Reestruturação I, propôs a abertura de negociação para buscar um valor maior, mas o BTG recusou. Mesmo com a resistência, a juíza Chevrand homologou a proposta em 1º de abril, com o aval da comissão de trabalhadores.

Publicidade

A Oi confirmou a autorização em fato relevante enviado ao mercado, informando que o juízo de recuperação judicial considerou a proposta vinculante e que a retirada implicaria multa de 50% sobre o valor ofertado.

Disputa se estende aos Estados Unidos

Insatisfeitos com a homologação, credores detentores de notas garantidas da Oi recorreram à Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, pedindo que o tribunal americano fizesse valer ordem anterior que deu plena eficácia ao plano de recuperação da empresa em solo norte-americano. O movimento ampliou a disputa para além das fronteiras do Brasil e acrescentou pressão jurídica sobre o desfecho do caso.

Publicidade

Agora, com a suspensão por parte do desembargador, a homologação perde efeito provisoriamente e o acordo volta a depender do rito judicial. A Oi tem ações negociadas na B3 e nos Estados Unidos, o que amplia o impacto da decisão para investidores pessoa física, fundos e credores que acompanham o plano de recuperação.

O que está em jogo

A fatia da Oi na V.tal é um dos ativos mais expressivos do processo de recuperação judicial da telefônica. O valor de R$ 4,5 bilhões equivale a cerca de 10% do faturamento anual da companhia e pode alterar significativamente o balanço financeiro da empresa, afetando projeções sobre caixa, endividamento e capacidade de execução do plano de reestruturação.

Para o mercado, a suspensão reintroduz incerteza sobre o prazo e as condições em que o acordo poderá ser retomado — ou se será substituído por uma nova proposta. O próximo passo depende da formalização da decisão no processo e de eventuais recursos das partes envolvidas.


Publicidade