quarta-feira, junho 24
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Automóveis e Veículos

FIA reduz componente elétrica dos motores da Fórmula 1 para 2027 e 2028

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Mudança busca equilibrar parte elétrica e motor a combustão nas unidades de potência.
  • Medida vale para o ciclo técnico iniciado em 2026, com aplicação nos dois anos seguintes.
  • Objetivo é reduzir risco de vantagem excessiva de fabricantes na transição regulatória.
  • FIA ainda não publicou os percentuais oficiais da nova divisão de potência.
  • Não há base técnica para apontar equipes favorecidas ou prejudicadas.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou oficialmente nesta terça-feira (23) mudanças na divisão de potência dos motores da Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028. A proporção entre os componentes a combustão e elétrico, atualmente de 53%/47%, passará para 58%/42% em 2027 e para 60%/40% em 2028. O anúncio formaliza um acordo fechado com as equipes duas semanas antes e reduz o peso da eletrificação no conjunto da unidade de potência.

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A decisão atende a uma demanda crescente dos pilotos, que haviam pedido revisão do regulamento de motores previsto para 2026 em diante. Embora a maioria tenha comemorado o ajuste, parte do grid defendia mudanças ainda mais profundas. A FIA informou que serão feitos ajustes específicos na potência do motor de combustão interna, no fluxo de combustível e na implementação do sistema de recuperação de energia, com maior flexibilidade para as equipes calibrarem a entrega de potência.

Nova era técnica começa em 2026

As mudanças de 2027 e 2028 ocorrem dentro do ciclo regulatório que entra em vigor em 2026, quando a F1 adota novas unidades de potência com maior ênfase em eletrificação, combustíveis sustentáveis e recuperação de energia. O pacote técnico reorganiza a relação entre eficiência, desempenho e entrega de potência ao piloto — três variáveis que nem sempre caminham juntas.

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Com a redução gradual do componente elétrico, a FIA busca equilibrar inovação tecnológica e competitividade. A preocupação central é evitar que a transição regulatória crie desigualdades estruturais entre equipes com diferentes capacidades de desenvolvimento de motores. Fabricantes como Mercedes, Ferrari, Renault e Honda já trabalham no desenho das novas unidades, e qualquer ajuste na proporção de potência exige recalibração de projeto antes de os carros irem à pista.

Impacto esportivo dependerá de testes

O efeito competitivo real da mudança só poderá ser medido quando as equipes começarem a aplicar o novo desenho nos testes e nas corridas. Em Fórmula 1, a performance depende da integração entre motor, chassi, aerodinâmica, pneus, software de controle e estratégia de corrida — o que significa que o ajuste na divisão de potência pode beneficiar ou prejudicar equipes dependendo da maturidade de cada projeto.

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O próximo passo é a publicação do texto técnico consolidado pela FIA, com a divisão exata de potência, os anos de vigência e eventuais regras de transição. A definição interessa diretamente a montadoras, equipes e pilotos porque altera parâmetros de projeto antes mesmo de os carros entrarem na pista — e pode redefinir a hierarquia do grid nas temporadas seguintes.


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