sexta-feira, junho 19
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Economia

Torcedor paga até 32% mais por bebidas e petiscos desde a Copa de 2022

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Sucos e refrigerantes lideram as altas, com avanço de 32% e 30% desde o Mundial de 2022.
  • Cerveja subiu 19%, enquanto salsicha enlatada, chips e pipoca tiveram aumentos acima de 20%.
  • Frango, pão de alho e carne bovina também ficaram mais caros, mas a carne avançou menos que a inflação citada.
  • Levantamento não informa mês-base, códigos do IPCA nem cesta ponderada de consumo.

Repetir a compra de bebidas, petiscos e itens de churrasco da última Copa ficou mais caro para o torcedor brasileiro. Desde o Mundial de 2022, produtos associados a reuniões para ver jogo acumulam altas de até 32%, acima da inflação geral de cerca de 12% citada para o período.

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A pressão aparece principalmente nas bebidas. Sucos subiram 32% e refrigerantes, 30%, os maiores avanços da lista. A cerveja, presença frequente em encontros de torcida, ficou 19% mais cara. Entre os alimentos, salsicha enlatada avançou 26%, chips subiram 21% e pipoca de micro-ondas teve alta de 20%.

Também pesaram no carrinho lanches prontos, com alta de 19%, frango, com 18%, amendoim, com 17%, pão de alho, com 15%, e carne bovina, com 9%. O resultado é uma conta mais salgada justamente em compras pequenas, feitas perto do jogo, quando o consumidor costuma montar uma mesa com bebidas, aperitivos e alguma proteína.

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Bebidas puxam a alta da torcida

A diferença entre os itens de jogo e o índice médio ajuda a explicar a sensação de que a ida ao mercado ficou mais pesada. A inflação geral mede um conjunto amplo de despesas das famílias, enquanto a compra de torcida concentra produtos industrializados, bebidas e carnes, que podem ter trajetórias próprias de preço.

Na prática, o consumidor não sente a média da economia quando vai comprar apenas refrigerante, cerveja, salgadinhos, pão de alho e carne. Ele sente a combinação específica desses produtos no caixa. Por isso, mesmo itens que subiram menos que o topo da lista, como frango e pão de alho, ajudam a elevar o custo final da reunião.

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O recorte também mostra que a alta não está concentrada em um único produto. Quatro itens avançaram 20% ou mais: sucos, refrigerantes, salsicha enlatada e chips. Outros quatro ficaram entre 18% e 19%: pipoca de micro-ondas, cerveja, lanches prontos e frango.

Compra de jogo cresce antes das partidas

O comportamento do varejo reforça a importância desse tipo de consumo. A Scanntech, empresa de dados do setor, informou que as vendas foram 24% maiores, em média, nos dias que antecederam jogos. O número mede movimento de compra, não inflação, mas indica que partidas de futebol alteram o fluxo nos supermercados.

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Esse aumento de demanda torna mais visível a variação de preços. Uma família que compra os mesmos itens em ocasiões específicas, como jogos da seleção, tende a comparar a conta com a lembrança da Copa anterior — e não com a cesta completa usada para calcular a inflação oficial.

Lista não equivale a cesta oficial

Os percentuais não formam uma “cesta oficial de churrasco”. A comparação reúne produtos típicos de reunião e torcida, e cada item tem peso diferente no orçamento. Para transformar a lista em uma conta fechada, seria necessário aplicar a quantidade comprada por família e o preço de cada produto no mesmo intervalo de comparação.

O IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é o índice oficial de inflação do país e acompanha uma cesta ampla de consumo. Já a compra de jogo é mais estreita: concentra lazer, alimentação fora da rotina e itens comprados para consumo imediato.

Para o torcedor, a consequência é direta: a reunião para ver a seleção tende a exigir substituições, redução de quantidade ou gasto maior. Bebidas e petiscos lideram a pressão, enquanto carnes e acompanhamentos completam uma conta que ficou mais cara do que a média da inflação desde 2022.