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Economia

Aposentados têm até sábado para contestar descontos indevidos no INSS

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Mais de R$ 3,2 bilhões já foram devolvidos a 4,7 milhões de segurados
  • Ainda há R$ 300 milhões pendentes e mais de 1 milhão de beneficiários sem adesão
  • A contestação abre caminho para acordo administrativo de ressarcimento
  • Cobranças não autorizadas entre 2019 e 2024 somam R$ 6,3 bilhões
  • Até quarta-feira, não havia confirmação oficial de nova prorrogação

Aposentados e pensionistas têm até sábado (20) para contestar descontos associativos indevidos em benefícios do INSS. O prazo é decisivo para quem pretende entrar no acordo administrativo de ressarcimento criado pelo governo federal e receber os valores sem precisar recorrer à Justiça.

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O programa já devolveu mais de R$ 3,2 bilhões a 4,7 milhões de segurados. Ainda há cerca de R$ 300 milhões pendentes de devolução e mais de 1 milhão de beneficiários sem adesão ao acordo, o que mantém a reta final do atendimento sob pressão.

A contestação vale para cobranças associativas feitas sem autorização em aposentadorias e pensões. Depois que o beneficiário registra a reclamação, o INSS analisa o pedido e, nos casos aptos ao acordo, libera a adesão ao ressarcimento. Com a adesão confirmada, o pagamento dos valores corrigidos ocorre em até três dias úteis.

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Quem deve contestar o desconto

Deve verificar a situação o segurado que identificou mensalidade associativa, contribuição para entidade ou outro desconto não reconhecido no extrato do benefício. A contestação é a etapa que informa ao INSS que a cobrança não foi autorizada e abre caminho para o acordo administrativo.

O ponto central é o prazo: quem não registrar a contestação até 20 de junho pode perder a possibilidade de resolver o caso pela via administrativa. Nesse cenário, a recuperação do dinheiro tende a depender de ação judicial, um caminho mais lento e custoso para o beneficiário.

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Como pedir o ressarcimento

O segurado deve consultar o extrato do benefício e procurar os canais oficiais do INSS para registrar a contestação dentro do prazo. O atendimento pode ser iniciado pelos serviços digitais do órgão, como o Meu INSS, ou pelos canais de atendimento previdenciário disponibilizados ao beneficiário.

Na solicitação, o aposentado ou pensionista precisa indicar o desconto que não reconhece. Após a análise, se o caso se enquadrar nas regras do programa, o beneficiário pode aderir ao acordo e receber o valor corrigido. O INSS tem prazo de 15 dias úteis para analisar a contestação apresentada.

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Para evitar erro na reta final, a orientação prática é conferir o extrato antes de sábado e não deixar o envio para as últimas horas. A prorrogação anterior levou o prazo até 20 de junho, mas não há nova ampliação anunciada.

Descontos investigados somam R$ 6,3 bilhões

As cobranças contestadas envolvem descontos associativos lançados em benefícios previdenciários entre 2019 e 2024. O total identificado nas investigações chega a R$ 6,3 bilhões, em um caso que levou à Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 52 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As medidas alcançaram Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.

O acordo administrativo foi criado para acelerar a devolução a quem teve dinheiro retirado do benefício sem autorização. Para o segurado, o efeito concreto é imediato: quem ainda não contestou precisa verificar o extrato e acionar o INSS até sábado para tentar receber pela via administrativa.