segunda-feira, junho 15
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Economia

Trump mira vinho francês com tarifa de 100% em disputa sobre big techs

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Trump cobrou a retirada da taxa francesa de 3% sobre receitas locais de big techs americanas.
  • O imposto atinge empresas como Google, Amazon, Meta e Apple e está em vigor desde 2019.
  • A ameaça reacende disputa comercial entre Washington e Paris no setor de tecnologia.
  • A tarifa ainda depende de ato formal dos EUA para afetar importadores e exportadores.
  • A França não havia divulgado reação oficial até a publicação.

Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre vinhos franceses se a França mantiver o imposto digital cobrado de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. A declaração, divulgada nesta segunda-feira (15), leva para a véspera do G7 uma disputa que mistura comércio, tributação de big techs e pressão diplomática sobre Paris.

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O alvo imediato de Trump é a taxa francesa de 3% sobre receitas obtidas no país por grandes plataformas digitais. O tributo atinge companhias como Alphabet, controladora do Google, Amazon, Meta e Apple — empresas americanas que há anos estão no centro do embate entre Washington e governos europeus sobre quem pode tributar os lucros da economia digital.

Ao mirar vinhos, Trump desloca a disputa para um dos símbolos mais sensíveis da economia francesa. A ameaça não recai sobre o setor de tecnologia, mas sobre um produto de alto valor político e comercial para a França, com peso na imagem internacional do país e em cadeias de importação, distribuição e restaurantes nos Estados Unidos.

Disputa nasceu com imposto francês criado em 2019

A França adotou em 2019 o chamado imposto GAFAM, sigla usada em referência a Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft. A cobrança foi desenhada para alcançar grandes grupos digitais com faturamento global elevado e receitas locais relevantes, uma resposta de Paris à dificuldade de tributar empresas que operam em vários países sem presença física proporcional ao tamanho do negócio.

Desde então, o imposto virou ponto recorrente de atrito com os Estados Unidos. Washington vê a medida como uma cobrança direcionada a empresas americanas. Paris sustenta que gigantes digitais devem pagar tributos onde geram receita, não apenas onde registram sede ou concentram estrutura fiscal.

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A nova ameaça retoma esse confronto em um momento de alta exposição diplomática. Com líderes reunidos na França para o G7, Trump aumenta o custo político da disputa para Emmanuel Macron e tenta transformar um debate tributário em pressão comercial direta.

Tarifa ainda precisa virar ato formal

Por enquanto, a tarifa de 100% é uma ameaça política, não uma cobrança em vigor. Para afetar preços, contratos e desembaraço de mercadorias, o governo americano precisa transformar a declaração em medida formal, com regras para importadores e produtos atingidos.

Se avançar, a sobretaxa encareceria vinhos franceses no mercado americano e pressionaria exportadores, distribuidores e consumidores. Também abriria espaço para reação da França e da União Europeia, elevando o risco de uma nova rodada de retaliações comerciais entre aliados.

O governo francês não anunciou uma resposta imediata à ameaça. A consequência prática, agora, depende de dois movimentos: se Paris mantém o imposto digital sem concessões e se Washington publica uma medida tarifária capaz de tirar a ameaça do discurso e levá-la à alfândega.

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