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Barjas Negri
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Ex-prefeito de Piracicaba por três mandatos (2005–2012 e 2017–2020) e ex-ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. Economista com...

“Aumento do número de trabalhadores com aplicativos”

· 3 min de leitura · Atualizado em 12.06.2026

Pontos-chave

  • PNAD 2024 registrou 1,743 milhão de trabalhadores em plataformas digitais, 1,9% da população ocupada
  • Setor cresceu 335 mil vagas em um ano, com 55,3% em transporte de passageiros
  • Texto discute necessidade de debater questões previdenciárias para trabalhadores de aplicativos

Nota da Redação: O portal PIRANOT preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de ideias. Ressaltamos, no entanto, que os textos de opinião publicados neste espaço são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, obrigatoriamente, a visão do portal, de seus editores ou parceiros.

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Olá pessoal! Hoje quero falar sobre os aplicativos para de transporte passageiros e entregas. O mais conhecido é o Uber, mas temos outros como o 99, inDrive, Lady Driver, Ubiz Car etc.  

Aumento do número de trabalhadores com aplicativos

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2024) detectou 1,743 milhão de trabalhadores por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços, envolvendo o transporte de pessoas e entregas de comidas, produtos e serviços gerais ou até profissionais. 

Esse número representa 1,9% de toda a população brasileira e 335 trabalhadores a mais em relação à PINAD 2023, ou seja, um expressivo crescimento. 

Desses 1,743 milhão de trabalhadores temos 964 mil que trabalham com aplicativo de transporte de pessoas (55,3%), 485 mil com entregas (27,8%) e 294 mil com serviços (16,9%). 

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Essas pessoas encontraram uma nova forma de ocupação e geração de renda. Há pessoas que têm nessa função a sua principal ocupação para a obtenção de renda; outras complementam suas rendas mensais – mesmo já tendo outra função profissional – e muitas são aposentadas, que trabalham algumas horas por dia para complementação de sua renda, no caso da sua aposentadoria. 

A importância nas cidades

O transporte de passageiros por aplicativos (APP – Uber, 99 e outros) trouxe uma grande facilidade para as pessoas pelo acesso rápido e porque seus preços não são elevados. 

Um idoso, por exemplo, que não tem carro e usa pouco o transporte coletivo, acessa fácil esse tipo de serviço para locomoção a consultas médicos, bancos, lojas ou shopping, bares e restaurantes, confraternizações familiares ou de amigos e, também, serviços de beleza – cabeleireiro, manicure etc.

Os jovens, acredito, são os principais usuários desse serviço, principalmente as mulheres, pela segurança que esse tipo de transporte proporcionou a elas, no deslocamento do trabalho, bailes e baladas noturnas. 

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Enfim, é muito comum observar nas principais vias públicas das cidades o deslocamento de passageiros nos veículos por aplicativos, com total segurança, conforto e independência, indo e vindo de seus compromissos. 

Uber: questões a serem solucionadas

Para aquelas pessoas que trabalham, exclusivamente, com aplicativos de transporte de passageiros, há que se debater na sociedade como orientá-los nas questões previdenciárias, porque um dia farão 65 anos e que, infelizmente, não terão tempo suficiente para aposentadoria. Esse é um problema para o futuro, que sempre chega logo. 

Esse debate é complexo, mas precisa ser enfrentado devido ao envelhecimento da população e de quem trabalha com aplicativo de transporte de passageiros a situação não é diferente. É preciso debater e enfrentar essa questão, que está presente na nossa sociedade há alguns anos, vai continuar e tem tendência de aumentar. 

Barjas Negri é ex-ministro da Saúde do Brasil e foi prefeito de Piracicaba por 12 anos. Escreve quinzenalmente ao PIRANOT sempre aos domingos.

Barjas Negri
Sobre o colunista

Barjas Negri

Ex-prefeito de Piracicaba por três mandatos (2005–2012 e 2017–2020) e ex-ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. Economista com passagens pela Unicamp e pelo governo federal, foi um dos responsáveis pela criação do programa Bolsa Escola. Escreve quinzenalmente no PIRANOT sobre saúde pública, gestão municipal e políticas sociais.

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