Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã deste sábado (13) após ser lançada sem corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
A falha foi relatada à Polícia Militar por uma testemunha. Segundo esse relato, a equipe responsável pela atividade teria esquecido de prender a corda antes do arremesso. A queda foi de aproximadamente 40 metros.
O rope jump é uma modalidade de salto em altura em que a pessoa é lançada presa a um sistema de cordas, ancoragens e equipamentos de retenção. No caso de Limeira, a suspeita central é que a etapa mais básica de segurança não tenha sido cumprida antes de a jovem ser empurrada da estrutura.
Funcionários ligados à atividade deixaram o local após a queda e foram localizados com apoio do helicóptero Águia, da Polícia Militar, por volta das 9h30. Eles foram encaminhados para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil deve definir o enquadramento do caso e a responsabilidade de cada envolvido na operação do salto.
Salto ocorreu em ponto conhecido por atividades de aventura
A Ponte do Esqueleto é um ponto conhecido em Limeira para práticas de aventura. A jovem teria chegado ao local por volta das 8h, e o salto ocorreu cerca de 35 minutos depois.
Registros em vídeo que circularam nas redes sociais mostram o momento do salto e reforçam a gravidade da falha investigada. As imagens indicam que a jovem foi lançada da estrutura sem o equipamento que deveria sustentar a queda controlada.
A investigação deve apurar quem conduziu a preparação do salto, quem autorizou o arremesso e qual pessoa ou empresa respondia pela segurança da atividade naquele momento. Também será necessário verificar se havia procedimentos formais de checagem antes de cada salto e se eles foram cumpridos.
Polícia mira responsabilidade pela falha fatal
A morte transforma uma atividade vendida como aventura em uma investigação criminal sobre possível negligência. A diferença entre risco controlado e tragédia, nesse tipo de prática, está justamente na conferência de equipamentos, nós, ancoragens e linhas de segurança antes do lançamento.
O ponto decisivo para a Polícia Civil será estabelecer a cadeia de responsabilidade: quem preparou Maria Eduarda para o salto, quem deveria fazer a conferência final e quem tinha autoridade para liberar a atividade. Com os funcionários já localizados, a investigação se concentra agora na falha que permitiu o arremesso sem a corda de segurança.











