quarta-feira, junho 3
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Brasil

Flávio diz que pediu a Trump para poupar empresas do Brasil

Após proposta de tarifa de 25% do USTR, senador atribui medida a Lula; lista de produtos e prazo seguem sem publicação oficial.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Proposta do USTR prevê taxa de 25% sobre importações brasileiras.
  • Senador atribuiu medida a Lula e usou o tema na pré-campanha de 2026.
  • Lista final de produtos afetados ainda não foi divulgada.
  • Itamaraty não teve reação oficial citada no material disponível.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (3) que pediu pessoalmente a Donald Trump para poupar empresas brasileiras da tarifa de 25% proposta pelo governo americano contra importações do Brasil. Em seguida, o senador atribuiu a medida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que o tarifaço é “do Lula”.

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A proposta partiu do USTR, o escritório de Comércio dos Estados Unidos, e foi apresentada na terça-feira (2) sob o argumento de que práticas brasileiras prejudicam ou restringem o comércio americano. O texto não detalha, até a publicação desta reportagem, quais mercadorias entrariam na lista nem fixa prazo para vigência.

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Senador transfere a Lula o custo político do tarifaço

Pré-candidato à Presidência, Flávio costurou em uma mesma agenda dois movimentos contraditórios: apresentou-se como interlocutor capaz de demover Trump da taxação e, ao mesmo tempo, responsabilizou Lula pelo desfecho, dizendo que o “tom agressivo” do Planalto com Washington teria provocado a retaliação.

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A fala ocorre uma semana após o senador visitar a Casa Branca, em 26 de maio, em agenda voltada à interlocução com o governo americano. Dois dias depois, em 28 de maio, Trump designou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, em outro gesto com efeito direto sobre a relação bilateral. A proposta tarifária foi formalizada pelo USTR em 2 de junho.

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Lista de produtos e resposta do Itamaraty seguem em aberto

O efeito prático da medida depende de dois documentos ainda não publicados: o ato americano com a relação de produtos atingidos e o prazo de entrada em vigor da tarifa. Sem eles, exportadores brasileiros não conseguem dimensionar perdas nem acionar contratos de hedge.

O dossiê consultado por esta reportagem não traz manifestação oficial do Itamaraty nem confirmação de canal de negociação aberto entre Brasília e Washington. O próximo marco verificável é a publicação da lista pelo USTR, que definirá o alcance setorial do tarifaço e abrirá o prazo para resposta formal do governo brasileiro.