domingo, 19 de julho de 2026
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Em reunião ministerial no Planalto, presidente associou senador à taxa de 25% dos EUA e disse ter combinado prazo com Trump para acordo.

Lula chama Flávio Bolsonaro de ‘imbecil’ por tarifaço de Trump

Em reunião ministerial no Planalto, presidente associou senador à taxa de 25% dos EUA e disse ter combinado prazo com Trump para acordo.

· 3 min de leitura · Atualizado em 05.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Lula falou por cerca de 20 minutos na abertura do encontro e usou o tarifaço para alinhar o discurso do governo contra a oposição, segundo O Globo.
  • Na ocasião, o presidente afirmou que "os filhos são piores que Bolsonaro".
  • Senador não comentou Procurado, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a fala do presidente.
  • O presidente afirmou ainda ter combinado com Trump um prazo para tentar um acordo antes da entrada em vigor da taxa.
  • Tarifaço entra no eixo eleitoral O Planalto trata a tarifa de 25% como gesto político alinhado ao bolsonarismo e busca transformar a medida em pauta de campanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “imbecil” nesta quarta-feira (3), durante reunião ministerial no Palácio do Planalto convocada para discutir a tarifa de 25% que o governo de Donald Trump pretende aplicar a produtos brasileiros. A fala mira o pré-candidato do PL à Presidência a quatro meses da eleição.

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Lula falou por cerca de 20 minutos na abertura do encontro e usou o tarifaço para alinhar o discurso do governo contra a oposição, segundo fontes oficiais. O presidente afirmou ainda ter combinado com Trump um prazo para tentar um acordo antes da entrada em vigor da taxa.

A ofensiva contra Flávio repete o tom adotado na véspera em Catalão (GO), quando Lula associou a família Bolsonaro à articulação da taxação americana e classificou os filhos do ex-presidente como “traidores da pátria”. Na ocasião, o presidente afirmou que “os filhos são piores que Bolsonaro”.

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Tarifaço entra no eixo eleitoral

O Planalto trata a tarifa de 25% como gesto político alinhado ao bolsonarismo e busca transformar a medida em pauta de campanha. A taxa foi anunciada por Trump como retaliação comercial, e o governo brasileiro diz negociar com a Casa Branca um prazo para tentar reverter a medida antes de sua aplicação.

Flávio Bolsonaro entrou no centro da estratégia do governo após a aproximação recente com autoridades americanas. Nas últimas semanas, o senador se reuniu com Trump em Washington e tratou com integrantes do governo americano da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas — agenda que o Planalto passou a explorar como evidência de interferência externa.

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O movimento ocorre em um momento de equilíbrio eleitoral. Pesquisa PoderData divulgada na semana passada apontou empate técnico entre Lula e Flávio em eventual segundo turno, com Jair Bolsonaro ainda inelegível e racha aberto no bolsonarismo após o endurecimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação ao senador.

Senador não comentou

Procurado, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a fala do presidente. O senador tem espaço aberto para resposta no PIRANOT. A liderança do PL no Senado também não comentou. A acusação de que o senador teria pedido tarifas dos EUA contra o Brasil é uma ilação política do presidente, sem registro oficial divulgado que comprove pedido formal nesse sentido.

A negociação anunciada por Lula com Trump sobre o prazo para um acordo passa a ser o próximo teste do governo para evitar a entrada em vigor da tarifa de 25%, que atinge exportadores brasileiros em setores como siderurgia, manufaturados e agroindústria.

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