quarta-feira, junho 3
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Brasil

Monique diz no júri ter sido dopada e acusa Jairinho da morte de Henry

No 9º dia do segundo julgamento, ré chamou ex-babá de 'grande mentirosa' e disse acreditar que o ex-vereador matou o filho.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Depoimento durou mais de seis horas no 9º dia do segundo júri do caso Henry Borel.
  • Ré disse suspeitar que foi dopada, mas a alegação não tem laudo confirmado nas fontes citadas.
  • Henry tinha 4 anos e morreu em março de 2021 após agressões.
  • Monique e Jairinho respondem por homicídio duplamente qualificado.
  • Primeiro julgamento foi anulado, e o novo júri retomou a versão da mãe sobre o crime.

Monique Medeiros afirmou, na terça-feira (2), que suspeita ter sido dopada pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e disse acreditar que ele matou o filho dela, Henry Borel, de 4 anos. O depoimento foi prestado no 9º dia do segundo Tribunal do Júri do caso, no Rio de Janeiro, e marcou uma mudança na versão da ré.

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Em mais de seis horas de interrogatório, Monique também negou o relato da ex-babá Thayná Ferreira sobre agressões e mensagens envolvendo Henry, e chamou a testemunha de “grande mentirosa”. “Se ela tivesse me contado, nunca deixaria meu filho com o Jairinho”, disse a ré, segundo registros da audiência.

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Sobre a suspeita de dopagem, Monique não apresentou laudo pericial em plenário, e a alegação não consta de documento técnico citado nas fontes consultadas. Ela afirmou ainda dispor de provas de que não pediu à ex-babá para apagar mensagens, ponto que a defesa pretende sustentar diante dos jurados.

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O que Monique disse aos jurados

Ao explicar por que não percebeu sinais de violência contra o filho, a ré declarou: “Pode ser muita burrice, mas em nenhum momento pensei que ele pudesse fazer qualquer tipo de agressão ao meu filho”. A frase resume a linha adotada pela defesa para negar ciência prévia das agressões atribuídas a Jairinho.

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Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após ser agredido no apartamento em que vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Monique e Jairinho foram presos no mesmo ano e respondem por homicídio duplamente qualificado e tortura. O ex-vereador perdeu o mandato após a repercussão do caso, e o primeiro júri foi anulado, o que levou ao novo julgamento em curso.

Próximos passos do julgamento

Nesta quarta-feira (3), estão previstas a sustentação oral da defesa de Monique e a réplica da acusação. Na véspera, o promotor de Justiça classificou Jairinho como “psicopata severo”, conforme registrado em cobertura anterior do PiraNOT. O depoimento do ex-vereador ainda não havia sido tomado até o fechamento desta edição.

Seguem sem confirmação pública, nas fontes consultadas, quais provas a defesa apresentará para sustentar a alegação de dopagem e o conteúdo integral dos laudos periciais sobre as lesões de Henry. A decisão dos jurados é esperada após o encerramento dos debates em plenário.