A Fiat Toro 2027 com sistema híbrido leve de 48V reduz o consumo no trânsito urbano, mas entrega ganho menor em rodovia e custa R$ 5.000 a mais que a versão a combustão, segundo testes publicados nesta segunda-feira (1) por Autoesporte e Quatro Rodas.
A linha 2027 parte de R$ 167.490 e chega a R$ 238.490, e marca a primeira eletrificação da picape intermediária mais vendida do segmento desde a estreia da Toro, em 2016. Pelas avaliações, a conta fecha para quem roda predominantemente em cidade; em estrada, o sobrepreço não se paga.
Como o mhev age na picape
O sistema mhev (mild hybrid) de 48V não substitui o motor a combustão: um pequeno conjunto elétrico alivia o esforço em arrancadas e retomadas curtas e recupera energia nas frenagens, situações típicas do trânsito urbano. Por isso, segundo Autoesporte e Quatro Rodas, o ganho de consumo aparece com mais clareza na cidade do que na estrada.
O R7 aponta outro efeito prático da eletrificação: a versão híbrida passa a ser dispensada do rodízio nas capitais que adotam a restrição, benefício que a Toro a combustão não tem.
A conta para o comprador de Piracicaba
Em Piracicaba, onde o uso típico mistura deslocamento urbano e vias vicinais, o cálculo se aproxima do cenário descrito pelos testes: a economia de combustível tende a compensar parte dos R$ 5.000 adicionais para quem circula no perímetro urbano, mas perde força em viagens à região e a capitais do interior.
A faixa de preço da linha 2027 começa em R$ 167.490 na versão de entrada e vai até R$ 238.490 na de topo. O consumo da picape ainda não foi homologado pela Tabela de Eficiência Energética do Inmetro — até lá, os números em circulação vêm de avaliações em rota, não do ciclo oficial.
A leitura que sai das avaliações é direta: a Toro 2027 mhev rende mais na cidade e livra o dono do rodízio, mas não justifica os R$ 5.000 extras para quem roda sobretudo em rodovia.











