domingo, 19 de julho de 2026
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Memorando de entendimento suspenderia restrições no Estreito de Ormuz e prorrogaria cessar-fogo, mas divergências sobre estoque de urânio persistem

EUA estão ‘perto’, mas sem acordo nuclear com Irã, afirma Vance

Memorando de entendimento suspenderia restrições no Estreito de Ormuz e prorrogaria cessar-fogo, mas divergências sobre estoque de urânio persistem

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Notícia traz atualização factual sobre: EUA estão “perto”, mas ainda sem acordo nuclear com Irã, afirma JD Vance
  • Fontes públicas e dados oficiais foram consultados para checagem.
  • Equipe acompanha desdobramentos para manter a publicação atualizada.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quarta-feira (28) que as negociações com o Irã estão “perto” de um acordo nuclear, mas que ainda não foram concluídas. “Estamos perto, mas ainda não chegamos lá”, declarou a jornalistas, em Washington. A fala ocorre quatro meses após o início do conflito armado entre os dois países, que elevou a tensão no Oriente Médio e colocou em xeque a segurança do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

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Segundo fontes diplomatas, o rascunho de um Memorando de Entendimento (MOU) com cerca de 60 dias de duração e 14 itens está sendo finalizado. Entre os pontos já acertados estão a extensão do cessar-fogo em vigor, a suspensão de restrições à navegação no Estreito de Ormuz — que vinha sendo ameaçada pelo Irã — e uma moratória ao enriquecimento de urânio além de limites civis. O texto, porém, ainda esbarra em dois obstáculos centrais: o tamanho do estoque de urânio enriquecido já acumulado por Teerã e o destino de suas centrífugas avançadas.

A declaração de Vance expôs as contradições entre os diversos atores envolvidos. Enquanto agências internacionais como a Reuters noticiaram que “EUA e Irã chegaram a acordo”, o próprio vice-presidente ponderou que “é difícil dizer exatamente quando ou se o presidente vai assinar o MOU”. A agência oficial iraniana, por sua vez, afirmou que o acordo ainda não foi finalizado nem confirmado. Horas antes, o presidente Donald Trump havia dito que o entendimento estava “em grande parte negociado”, mas fontes do Pentágono indicam que ainda há resistências dentro da própria Casa Branca.

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O impasse prolonga um cenário de guerra iniciado em janeiro de 2026, quando ataques aéreos americanos atingiram instalações nucleares iranianas após o colapso definitivo do acordo anterior, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA). Desde então, o conflito já deixou centenas de mortos e deslocou populações inteiras no sul do Irã. Oma, país que atua como mediador, foi alvo de ameaças explícitas de Trump, que em maio chegou a afirmar que “explodiria” o sultanato caso não houvesse avanços, conforme noticiou o PIRANOT.

Além da questão nuclear, o acordo tem forte componente geopolítico. Trump condicionou qualquer distensão com Teerã à normalização das relações entre países árabes e Israel, como revelado por reportagem do PIRANOT. A exigência acrescenta mais uma camada de complexidade a um tabuleiro que já inclui a expansão da operação terrestre israelense no Líbano e a recente decisão dos EUA de negociar o uso de plutônio militar em reatores de startups nucleares — movimento que poderia alterar o equilíbrio de forças na região.

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No front econômico, o mercado de petróleo segue em compasso de espera. O preço do barril tipo Brent chegou a flertar com os US$ 100 durante as semanas mais quentes do conflito, mas recuou após os primeiros sinais de trégua. Analistas consultados pelo PIRANOT avaliam que a efetiva suspensão das restrições no Estreito de Ormuz pode reduzir o barril em até 8%, enquanto um fracasso nas negociações teria o efeito inverso, pressionando a inflação global.

O governo brasileiro, que historicamente defende soluções multilaterais para conflitos, não havia se manifestado oficialmente sobre o tema até a publicação desta reportagem. O Itamaraty foi procurado, mas não confirmou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ou recebeu pedidos de mediação entre Washington e Teerã. Diplomatas ouvidos reservadamente afirmam que o Brasil acompanha com preocupação o agravamento da crise e está pronto para oferecer bons ofícios, caso solicitado.

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Enquanto a assinatura do MOU não ocorre, o mundo contém a respiração. A próxima rodada de conversas está prevista para os próximos dias em Genebra, sob os auspícios do governo suíço, mas o prazo de 60 dias estipulado no esboço do memorando significa que o relógio já está correndo. “Não estamos discutindo um tratado de paz, mas um primeiro passo para recuar do abismo”, resumiu uma fonte diplomática europeia ao PIRANOT.


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