sexta-feira, julho 3
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Anúncio de Marco Rubio abre caminho para sanções financeiras e cooperação policial contra as duas maiores facções do Brasil

EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Anúncio de Marco Rubio abre caminho para sanções financeiras e cooperação policial contra as duas maiores facções do Brasil

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump Dois dias antes do anúncio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve com o presidente Donald Trump em Washington.
  • O Ibovespa fechou em queda de 1,2% na quinta-feira, pressionado por ações de empresas de logística e segurança privada, segundo o Valor Investe.
  • A reunião ocorreu três semanas após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos.
  • Nenhum dos dois divulgou pauta oficial do encontro, e não há registro público de que o tema das facções tenha sido tratado.
  • É a categoria mais severa imediatamente abaixo da rotulagem de Organização Terrorista Estrangeira (FTO), que criminaliza qualquer apoio material e facilita pedidos de extradição.

O governo dos Estados Unidos classificou na quinta-feira (28) o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês), em decisão anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio. A medida abre caminho para sanções financeiras e cooperação policial reforçada contra as duas maiores facções criminosas do Brasil.

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Em pronunciamento divulgado pelo Departamento de Estado, Rubio afirmou que “essas organizações criminosas estão entre as mais violentas do hemisfério” e que a designação é “um passo crucial para desmantelar suas redes transnacionais”. O documento oficial descreve o PCC como responsável por “ataques brutais e tráfico de drogas que desestabilizam o Brasil” e o Comando Vermelho como “força paralela que controla territórios e impõe toque de recolher em comunidades”.

O que muda com a classificação

A designação SDGT permite o congelamento de ativos de indivíduos e entidades ligadas às facções sob jurisdição americana, proíbe transações financeiras com pessoas ou empresas vinculadas aos grupos e impede a entrada nos Estados Unidos de membros identificados. É a categoria mais severa imediatamente abaixo da rotulagem de Organização Terrorista Estrangeira (FTO), que criminaliza qualquer apoio material e facilita pedidos de extradição.

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Na prática, autoridades brasileiras passam a poder compartilhar informações de inteligência financeira com agências americanas em um marco legal mais amplo, com instrumentos típicos de combate ao terrorismo aplicados ao crime organizado. A contrapartida é a exigência de novos protocolos de rastreamento de lavagem de dinheiro por bancos e empresas com operação nos dois países.

Reação do mercado financeiro

A decisão repercutiu no mercado brasileiro. O Ibovespa fechou em queda de 1,2% na quinta-feira, pressionado por ações de empresas de logística e segurança privada, segundo o Valor Investe. Operadores apontaram preocupação com o aumento dos custos de compliance para companhias brasileiras que atuam no exterior e com a possibilidade de novas exigências de organismos multilaterais sobre listas de risco. O Banco Central, procurado, não comentou.

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Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump

Dois dias antes do anúncio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve com o presidente Donald Trump em Washington. Nenhum dos dois divulgou pauta oficial do encontro, e não há registro público de que o tema das facções tenha sido tratado. A reunião ocorreu três semanas após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos.

Resposta do governo brasileiro

O Itamaraty prepara nota oficial sobre a designação, e o Ministério da Justiça avalia como a nova classificação americana pode ser usada em operações conjuntas, pedidos de extradição e investigações de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal não se manifestou publicamente sobre a medida.

O PIRANOT mostrou em 29 de maio que a Casa Branca já havia usado a mesma ferramenta antiterror contra uma facção venezuelana, em movimento que agora se estende ao PCC e ao CV. A decisão americana entra em vigor imediatamente, e novas designações de pessoas físicas e empresas ligadas aos dois grupos devem ser publicadas nas próximas semanas pelo Departamento do Tesouro.

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