John Textor levou aos tribunais no Brasil e no Reino Unido a disputa contra sua destituição do Conselho de Administração da SAF do Botafogo. A reação do empresário norte-americano ocorre depois de a assembleia da companhia aprovar a troca de integrantes do órgão que orienta a gestão do futebol alvinegro.
A Assembleia Geral Extraordinária da SAF deliberou, em 29 de junho, pela saída imediata de Textor, Thairo Arruda e Sandeep Akkaraju do conselho. Na mesma reunião, foram eleitos Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim para a nova composição administrativa.
Na prática, o Botafogo passa a ter uma estrutura formal de comando sem o investidor que simbolizou a entrada do clube no modelo de Sociedade Anônima do Futebol. Textor tenta derrubar ou limitar os efeitos da destituição, mas a reorganização aprovada pela assembleia já redefine a governança da SAF enquanto a disputa jurídica avança.
Crise tira Textor do centro da gestão alvinegra
A nova ofensiva judicial aprofunda uma crise que não começou com a assembleia de junho. Em abril, o Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas afastou Textor do controle da SAF do Botafogo. Dias depois, um interventor judicial assumiu a gestão por determinação do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, no âmbito da recuperação judicial ligada ao clube.
Desde então, o conflito deixou de ser apenas uma disputa societária de bastidor e passou a afetar diretamente a condução do projeto esportivo e financeiro do Botafogo. Textor foi o rosto da transformação alvinegra após a criação da SAF, concentrou expectativas de investimento e virou personagem central das decisões que moldaram o futebol do clube nos últimos anos.
A destituição no conselho amplia esse deslocamento. O empresário já não ocupava o mesmo espaço no comando cotidiano da SAF após as decisões anteriores; agora, também perde assento no órgão de administração. A disputa nos tribunais mira justamente os efeitos dessa mudança e a validade da recomposição aprovada pelos acionistas.
Nova composição assume em meio a disputa internacional
Com a deliberação da assembleia, o conselho passa a operar com Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim. A substituição de Textor, Thairo Arruda e Akkaraju é o efeito administrativo mais imediato da reunião e altera o equilíbrio interno da SAF.
A frente aberta no Reino Unido adiciona um componente internacional a uma crise que já tinha ramificações fora do Brasil. Em junho, Textor também moveu uma ação nos Estados Unidos contra o presidente do Botafogo, Durcesio Mello, com pedido de US$ 400 milhões, em processo separado da discussão sobre o conselho da SAF.
Para o torcedor, o ponto concreto é que a administração formal da SAF foi redesenhada. Enquanto Textor tenta reverter a destituição nos tribunais, a nova composição do conselho permanece como a estrutura aprovada para conduzir a governança do futebol alvinegro.











